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"A tecnologia deve servir à equidade social", afirma a educadora Valdenice Minatel
Entre os principais impactos da evolução dos modelos educacionais, do 1.0 ao 4.0, está a transição de um ensino centrado no professor para um ecossistema em que o estudante assume o papel de “agente”. Já a Educação 5.0 se apresenta como um modelo que prioriza a saúde emocional, a ética e a conexão humana diante do avanço da inteligência artificial.
Essas reflexões foram compartilhadas pela pesquisadora e educadora Valdenice Minatel Melo de Cerqueira, também diretora no Colégio Dante Alighieri e integrante do Conselho Superior de Educação (Consed) da Fiesp em palestra proferida no IV Congresso Internacional de Educação Sesi-SP.
Ao mencionar o termo “agente”, Valdenice explicou que o conceito de agência supera o de protagonismo ao levar o aluno a “ser corresponsável pelo projeto acadêmico”, com autonomia para atuar na criação do seu próprio projeto de vida. Nesse contexto, afirma, o professor atua como uma referência fundamental e mediador de trilhas personalizadas de aprendizagem.

Valdenice Minatel defende que novo modelo de educação deve priorizar saúde emocional, ética e conexão humana (Foto: Fiesp/Sesi)
A palestrante também destacou que, para assumir um compromisso com uma educação transformadora, a inovação não deve ser apenas técnica, mas também humanitária. E alertou que a tecnologia deve servir à equidade social: “Se ela não for utilizada dentro de um princípio de equidade, ela só ajuda a aumentar esse abismo que nós temos”, afirmou.
Ao final, a educadora sugeriu a adoção do acrônimo “AEIOU”, defendendo que o ensino deve ser pautado por afeto, empatia, interação, olhar/ouvir e utopia. “Nesse aprender 5.0, a gente tem de integrar outras tecnologias, não só as digitais”, pontuou. “Não dá pra gente pensar numa educação que não considere as mudanças climáticas e as mudanças demográficas.”
Com informações do site da Faculdade Sesi de Educação