NOTÍCIA

Inovação

Autor

Revista Educação

Publicado em 14/05/2026

Educação 5.0 e o ensino para além da tecnologia

Em palestra no IV Congresso Internacional de Educação, a educadora Valdenice Minatel afirma que a tecnologia deve servir à equidade social

Durante o  IV Congresso Internacional de Educação Sesi-SP, o tema “Aprender 4.0: Integrando tecnologias para uma nova educação“ foi abordado pela professora e pesquisadora Valdenice Minatel Melo de Cerqueira, também diretora no Colégio Dante Alighieri e integrante do Conselho Superior de Educação (Consed) da Fiesp. 

Valdenice compartilhou sua trajetória e refletiu acerca de como as transformações digitais impactam a formação humana. A evolução dos modelos educacionais, do 1.0 ao 4.0, foi detalhada pela pesquisadora, que também destacou a transição de um ensino centrado no professor para um ecossistema em que o estudante assume o papel de “agente”.

 

Tecnologia

Valdenice Minatel defende que novo modelo de educação deve priorizar saúde emocional, ética e conexão humana (Foto: Fiesp/Sesi)

 

Para Valdenice, o conceito de agência supera o de protagonismo ao levar o aluno a “ser corresponsável pelo projeto acadêmico”, com autonomia para atuar na criação do seu próprio projeto de vida. Nesse contexto, afirma, o professor atua como uma referência fundamental e mediador de trilhas personalizadas de aprendizagem.

Reflexões sobre a ‘Educação 5.0’, um modelo que prioriza a saúde emocional, a ética e a conexão humana diante do avanço da inteligência artificial, foram compartilhadas com o público. Para a educadora, “a inteligência humana é o nosso marcador civilizatório”.

 

Leia: IV Congresso Internacional de Educação do Sesi-SP: futuro e neurociência em destaque

 

A palestrante também destacou que, para assumir um compromisso com uma educação transformadora, a inovação não deve ser apenas técnica, mas também humanitária. E alertou que a tecnologia deve servir à equidade social: “Se ela não for utilizada dentro de um princípio de equidade, ela só ajuda a aumentar esse abismo que nós temos”, afirmou.

Ao final,  a educadora sugeriu a adoção do acrônimo “AEIOU”, defendendo que o ensino deve ser pautado por afeto, empatia, interação, olhar/ouvir e utopia. “Nesse aprender 5.0, a gente tem de integrar outras tecnologias, não só as digitais”, pontuou. “Não dá pra gente pensar numa educação que não considere as mudanças climáticas e as mudanças demográficas.” 

 

Com informações do site da Faculdade Sesi de Educação 

 

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