A adaptação na educação infantil

No Marista de SP, crianças do infantil 2 recebem visita da professora em casa

As primeiras semanas de aula são conhecidas como a fase de descobertas, tanto para as crianças que estão indo para a escola pela primeira vez, quanto para os reingressos. Para quem já frequentava o ambiente escolar é uma nova adaptação: novos colegas, outra professora e espaço diferente. No tradicional Colégio Marista Arquidiocesano, capital paulista, esse período de adaptação começou com a reunião de pais, ocorrida no modelo online, seguindo os protocolos de segurança para combate à covid-19.

“As crianças da educação infantil farão inserção gradativa, ou seja, começam com uma ou duas horas de permanência na escola e em grupos alternados, evitando que todos cheguem no mesmo horário. A ideia é transformar esse momento de angústia em afeto e confiança”, explica a coordenadora da educação infantil do Arquidiocesano, Márcia Sayoko Nanaka.

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Alternativas para acolher

Segundo a docente, cada série deve planejar diferentes ações de acordo com a particularidade e respeito de cada faixa etária. “No infantil 2, turma das crianças bem pequenas, as crianças e famílias estão recebendo a visita da professora em casa. Lembrando que é uma ação combinada com a família, se assim quiserem, com horários, dias combinados e seguindo o uso de máscaras e álcool em gel”, esclarece Márcia.

No Marista, a adaptação na educação infantil respeita o processo de cada criança (foto: divulgação/antes da pandemia)

Este tipo de atividade minimiza a angústia das crianças e dos pais e aproxima o ambiente escolar do familiar, para que ao chegar no espaço escolar a criança já tenha uma certa familiaridade com o professor. “A ideia é que a criança se sinta segura ao encontrar o professor na escola”, afirma a coordenadora.

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“A adaptação na educação infantil é um momento que está acompanhado de muitas dúvidas e preocupações, principalmente para os pais cujo filho está entrando agora na escola, pois é considerada a primeira separação da família. Acolher esses pais e as crianças nesse momento, que muitas vezes é inédito para ambos, traz um conforto para todos”, completa.

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