NOTÍCIA

Arte e Cultura

Cinema socioambiental como ferramenta pedagógica

Em parceria com secretarias de Educação, Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense oferece, de 14 a 20 de setembro, uma programação completamente online e gratuita

Publicado em 14/09/2020

por Redação revista Educação

O Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense (Ficasc) chega à sua 2ª edição com 62 títulos produzidos em mais de 20 países e, por conta da pandemia, será totalmente online. Com início hoje, 14, e indo até 20 de setembro, as inscrições são gratuitas (clique aqui).

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“O Ficasc não retrata apenas e tão somente sobre as questões ambientais, mas sim sobre as questões socioambientais. Ele não é meramente um festival de cinema.

Ele utiliza de filmes para que nós, através dos filmes, possamos abrir uma discussão, uma reflexão sobre os problemas contemporâneos. Sendo assim, o festival já nasce dentro de uma perspectiva de alertar a população sobre os vários problemas socioambientais”, explica o diretor do Ficasc e biólogo, Doty Luz.

cinema socioambiental

Documentário ‘Castanhal’, que aborda a coleta dos frutos das castanheiras frente o avanço do agronegócio (foto:Vitor Shimomura/reprodução)

Escolas

Importante destacar que a iniciativa, que fortalece o cinema socioambiental, também contempla atividades escolares. No caso, o Ficasc fechou parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina, que segundo Doty, atinge mais de 540 mil alunos. As secretarias municipais de Educação de Lages, São Joaquim e Urubici também são parceiras, bem como o Sesc, a Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) e a Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). “Levamos o cinema como um elemento a ser trabalhado pelos educadores. O festival tem muito essa proposta educacional…e por meio desses filmes criar uma consciência socioambiental”, acrescenta o diretor.

A saber, todos os parceiros citados acima estão com 10 filmes da programação do festival em suas plataformas educacionais e podem assistir todos os títulos de 1 a 30 de setembro, um prazo maior para servir de material pedagógico e atingir professores e alunos.

Aliás, o festival também será exibido presencialmente na Ilha São Miguel, localizada no arquipélago dos Açores, Portugal e em Lume, capital do Togo, continente africano.

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Programação

Entre os títulos disponíveis no primeiro dia estão, por exemplo, o documentário Voices from the sacred mountain, que aborda as ameaças que comunidades indígenas da Colômbia vivem e a animação cubana Peixe e lua, que se passa em um ambiente marinho-espacial.

A Lei da Água – novo Código Florestal, Soldados da Borracha, Belo Monte – anúncio de uma guerra, Artiko, Amazônia sociedade anônima, Makuru: canções de berço, Ser tão velho Cerrado, Castanhal, Peixonauta – o filme e El rio de los Kumamos são partes da programação dos demais dias.

Em resumo, para se inscrever e ter acesso à programação completa do festival, que traz à tona a importância do cinema socioambiental, acesse: https://www.ficasc.com.br/.

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Autor

Redação revista Educação


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