NOTÍCIA
Além de dar visibilidade às empresas do setor educacional, desde 2023, o Prêmio Top Educação presta homenagens em duas categorias especiais, destacando uma personalidade e uma instituição que vêm contribuído para a educação no país
O Prêmio Top Educação, realização da revista Educação, chega à 20ª edição premiando as marcas mais lembradas pelo público. Além de dar visibilidade às empresas do setor educacional, desde 2023 presta homenagens em duas categorias especiais, destacando uma personalidade e uma instituição que vêm contribuído para a educação no país. A escolha se dá a partir de uma lista que a redação recebe e analisa. Este ano, os homenageados são a educadora e socióloga Ednéia Gonçalves e o Instituto Unibanco.
“A gente faz um trabalho e acha que ninguém está notando”, disse a socióloga ao ser comunicada sobre a homenagem. Com 63 anos, 44 deles dedicados à educação, Ednéia atua na área das relações étinico-raciais, no âmbito das redes públicas e privadas de todo o país e em organismos internacionais. Junto a países africanos, coordenou projetos de cooperação técnica.
É autora do prefácio do livro Ensinando Comunidade – Pedagogia da Esperança de bell hooks (2021) e de artigos na área de direitos humanos, equidade, relações étnico-raciais e Educação de Jovens e Adultos.
“Achei muito bonito o reconhecimento da revista Educação. Sou educadora há muitos anos e a gente nunca trabalha nessa área pensando em ter algum tipo de prêmio ou qualquer coisa. Então é uma mistura de vocação e compromisso ético, compromisso solidário e cidadão.”

A homenagem é importante, diz Ednéia Gonçalves, “para que possamos inspirar outras pessoas” (Foto: Arquivo pessoal)
A homenagem, diz Ednéia, é importante, “para que possamos inspirar outras pessoas a olhar para a área da educação como um espaço possível de realização profissional e reconhecimento. As professoras estão precisando de uma força para dizer que o nosso trabalho tem mil dimensões e muita gente trabalhando com coisas muito diferentes”.
Acerca de sua tajetória, a socióloga e educadora afirma que tem relação direta com essas inúmeras possibilidades de ser educadora no Brasil, “sobretudo uma educadora negra e que foca seu trabalho na construção de uma educação intencionalmente antirracista, equitativa, que valorize as diferenças das diferentes matrizes de cultura que temos aqui no Brasil”.
A edição de setembro da revista Educação, impressa e digital, trará entrevista da editora Laura Rachid com a homenageada.
O Instituto Unibanco é atua no âmbito da educação pública, com ações para o aprimoramento da gestão educacional, desde sua fundação, em 1982. O objetivo final é contribuir para a solução de problemas estruturais da educação brasileira, portanto, atuando para a melhoria da aprendizagem, na permanência dos estudantes na escola e na diminuição da desigualdade educacional.
Entre as ações recentes, está a parceria do Instituto Unibanco com o Ministério da Educação (MEC) para a publicação da pesquisa Diagnóstico das Ações de Recomposição das Aprendizagens, que traz o andamento junto às escolas da política do MEC para dirimir os efeitos do período da pandemia da Covid-19 na aprendizagem das crianças e jovens, o chamado Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens.
A pesquisa mapeou as políticas de recomposição desenvolvidas em 24 estados, Distrito Federal e 16 capitais e identificou 151 iniciativas em andamento, sendo que 83% delas já possuem normativas ou instrumentos formais de institucionalização.