Reconhecimento facial é proibido em escolas de Nova Iorque

Estado quer a garantia que esse tipo de tecnologia é segura, fugindo de erros e invasão de privacidade

Por Vivaldo José Breternitz*: O uso de ferramentas de reconhecimento facial vem sendo combatido pelos danos que elas podem gerar, por exemplo, apontando um inocente como alguém procurado pela justiça. A possibilidade de que erros ocorram, vem fazendo com que diversas esferas de governo estejam proibindo o uso da tecnologia por forças de segurança, onde erros desse tipo podem, em casos extremos, levar à morte de inocentes.

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Agora, a proibição chega às salas de aula: o estado de Nova Iorque proibiu temporariamente o uso de reconhecimento facial e outras tecnologias biométricas nas escolas até 1º de julho de 2022 ou até quando estudos conclusivos garantam que ferramentas desse tipo sejam seguras, não se tornando ameaças à privacidade por disponibilizarem informações pessoais para uso de terceiros e, principalmente, por identificarem pessoas erroneamente, o que é relativamente comum no caso de mulheres, crianças e pessoas não brancas.

reconhecimento facial

Foto: Envato Elements

Cuidados

Segundo a revista Forbes, o Office of Information Technology e o Education Department, órgãos responsáveis por Tecnologia da Informação e Educação no estado, serão os responsáveis por conduzir esses estudos, devendo estudantes e seus pais serem ouvidos.

A proibição foi definida em função de protestos surgidos após se tornar público que o distrito escolar de Lockport City, naquele estado, estava utilizando reconhecimento facial em todas as escolas que atendiam alunos das doze primeiras séries. O que se acredita agora é que outros governos passem a adotar a mesma postura.

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De qualquer forma se espera que a tecnologia, por apresentar falhas em seu estado atual, não seja simplesmente abandonada, deixando a sociedade de ser beneficiada pelos aspectos positivos de seu uso, quando eliminadas essas falhas.

Vivaldo José Breternitz é doutor em ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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