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Acesso ainda é um dos grandes desafios da educação infantil

Em debate no 1º Congresso de Jornalismo de Educação, pesquisadoras ressaltam importância do poder público investir nessa etapa de ensino, marcada pela desigualdade

Publicado em 30/06/2017

por Redação revista Educação

Acesso ainda é um dos grandes desafios da educação infantil

Sharon Lynn Kagan, da Universidade de Columbia (EUA), durante palestra no 1º Congresso de Jornalismo de Educação (Crédito: Alice Vergueiro/Jeduca)

Apesar de o Brasil ter leis que garantem o direito à educação infantil – e da pré-escola ser obrigatória no país -, um dos maiores desafios para a melhora da qualidade dessa etapa de ensino é ampliar o acesso, que ainda apresenta defasagem. “O desafio está menos no arcabouço legal, e mais na luta para fazer valer esses direitos”, afirmou Sandra Zakia, professora e pesquisadora da USP, em palestra no 1º Congresso de Jornalismo de Educação. Também participaram da mesa que discutiu a educação infantil Sharon Lynn Kagan, da Universidade de Columbia (EUA), e Cisele Ortiz, do Instituto Avisa Lá.
O principal tema da discussão, que ocorreu no dia 28 de junho em meio a outros debates no Congresso, foi a importância de se investir na educação infantil, etapa que, no Brasil, ainda é muito marcada pela desigualdade – observada nos âmbitos socioeconômico e regional. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do MEC (Ministério da Educação) compilados no Anuário Brasileiro da Educação Básica de 2017, por exemplo, mostram que 52,3% das crianças de 0 a 3 anos pertencentes aos 25% de famílias mais ricas da população estão matriculadas em creches. Entre os 25% mais pobres, esse número cai para apenas 21,9%. “A desigualdade é uma questão fundamental quando discutimos acesso e condição de oferta”, pontuou Sandra Zakia durante sua fala.
A professora da USP também defendeu a criação de uma avaliação centrada nas condições de acesso e infraestrutura (prevista pelo Plano Nacional de Educação, mas ainda não implantada) como um possível caminho para melhorar a qualidade da etapa. “Em termos de políticas públicas, a principal é a efetivação de uma avaliação da educação infantil, pois pode incidir em muitas outras coisas”, afirmou.
Já a norte-americana Sharon Kagan destacou a importância de criar um sistema integrado na educação infantil, em vez de privilegiar programas individuais. Esse sistema, segundo ela, deve investir em oito pilares fundamentais: pedagogia de qualidade; currículo (com orientações e avaliações contínuas); regulamentação e inspeção dos programas voltados à etapa; desenvolvimento profissional dos educadores; mecanismos de financiamento; governança; envolvimento da família e da comunidade; e ligação dos cenários escolares e de saúde comunitária.
Cisele Ortiz, última a se apresentar, afirmou que a precariedade da educação infantil passa pelo pensamento de que a etapa é ‘menos importante’ do que as demais. “As crianças são discriminadas na nossa sociedade, não são levadas em conta”, disse, dando ênfase à questão do pouco acolhimento dos bebês em creches. Ela finalizou destacando a importância de intensificar o debate sobre a etapa – algo corroborado por Sharon Kagan, que destacou o papel da imprensa. “Vocês [jornalistas] têm o poder de mudar o mundo.”
 
 

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Redação revista Educação


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