NOTÍCIA
Diante de um cenário de profissionalização, um dos passos mais críticos para garantir a saúde do negócio é a definição estratégica da precificação escolar
Por Júlio Aranha*, especialista em estratégias financeiras e tributárias| O setor de educação básica privada é um dos que mais cresce atualmente, atraindo inclusive novos investidores e players do mercado. Com essa forte movimentação, as escolas que desejam se manter relevantes precisam adotar um ritmo rigoroso de gestão e planejamento. Projetos que nascem com um plano de negócios bem estruturado conseguem alinhar um número rentável de alunos a uma excelente qualidade pedagógica. Diante desse cenário de profissionalização, um dos passos mais críticos para garantir a saúde do negócio é a definição estratégica da precificação escolar.
Historicamente, muitas instituições deixavam para pensar nas mensalidades do ano seguinte apenas em setembro ou outubro. Hoje, a antecipação é fundamental. Pensar na precificação de 2027 exige entender profundamente o cenário, especialmente com a chegada da reforma tributária. O regime de tributação é a segunda maior saída do orçamento de uma instituição de ensino, tornando o entendimento dessas novas regras uma prioridade absoluta para a viabilidade financeira.
O perigo de copiar a concorrência
Um erro grave e comum na gestão escolar é aguardar o lançamento dos valores dos concorrentes para, só então, definir os próprios preços. Utilizar o indicador ou o reajuste da escola vizinha como um remédio para a sua própria estrutura é uma prática altamente arriscada. O que funciona para terceiros não reflete as suas despesas, os seus custos operacionais ou a qualidade do seu serviço.

Para Júlio Aranha, “pensar na precificação de 2027 exige entender profundamente o cenário, especialmente com a chegada da reforma tributária” (Foto: Divulgação)
Para que a escola alcance a lucratividade desejada e mantenha a operação sustentável, é preciso voltar a atenção para os dados da própria instituição. Acompanhe os passos essenciais para essa estruturação:
A saúde financeira é o motor que permite à escola ir mais longe e investir naquilo que realmente importa. É essencial saber qual é a lucratividade exata por cada segmento oferecido, desde a educação infantil até o ensino médio, pois cada etapa possui particularidades financeiras e pedagógicas.
Para 2027, a recomendação de ação é clara: elabore pelo menos três simulações financeiras diferentes antes de cravar o valor da mensalidade.
Faça a reunião com o seu contador e com consultores financeiros especializados para desenhar cenários precisos. Dessa forma, a sua instituição garante não apenas a manutenção das portas abertas, mas um crescimento estruturado, seguro e duradouro no competitivo mercado educacional.
*Júlio Aranha é CEO da Juliu’s Business Financial Consulting. Especialista em estratégias financeiras e tributárias para escolas privadas.
Este artigo foi originalmente produzido para a Academia Líderes de Educação, hub da revista Educação para diretores de escolas públicas e privadas. Conheça e faça parte: