NOTÍCIA
O projeto Dupla Escola, do Instituto Claro, profissionaliza jovens do ensino médio em telecomunicações. O programa Educonexão capacita professores para o uso de tecnologias digitais
Quando o Instituto Claro foi criado em 2001, já trazia consigo o que posteriormente seria definido como sua missão de “conectar pessoas para um futuro melhor”. A tecnologia, que tem como uma de suas premissas proporcionar inclusão e impacto social, hoje atua diretamente no apoio da educação e gera crescimento pessoal e profissional. Nesse contexto, iniciativas criadas ou apoiadas por organizações sociais empresariais têm colaborado para as questões sociais.
Dentre as várias contribuições sociais que o Instituto promove destacamos aqui duas ações no campo da educação: projeto Dupla Escola e o programa Educonexão.
O projeto Dupla Escola é uma iniciativa que une o ensino médio regular, público, à formação técnica em telecomunicações, realizada pelo Instituto em parceria com a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, em Pedra de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, no Colégio Estadual Hebe Camargo. Este projeto já beneficiou mais de 4 mil jovens em situação de vulnerabilidade social.
“Esse projeto mudou minha vida e a de outros colegas que estudavam comigo”, diz Kaio Marques de Oliveira, que participou de todas as atividades propostas no ano de 2021. Hoje, aos 22 anos, fala que a formação acadêmica permitiu a virada desde cedo. “Os ensinamentos me prepararam para a vida em família e me centrou no trabalho. Fiquei com um sentimento de profissionalismo que não sei como adquiriria se não fosse a participação no projeto Dupla Escola.”
Kaio enumera com orgulho as etapas cumpridas no seu período de formação do ensino médio: grêmio estudantil, clube da robótica, comissão eleitoral do grêmio estudantil, treinamento específico na área de satélite, hackaton e projetos profissionalizantes oferecidos por empresas parceiras.

“Descobri que sempre quis trabalhar com rede ótica”, conta a estudante Nicole Cipriano (Foto: Divulgação)
Aos 14 anos, quando entrou no Colégio Hebe Camargo, a estudante Nicole Soares Cipriano levou um tempo para se relacionar com alunos e professores. “Era um mundo novo, mas graças à acolhida de toda a comunidade da escola, consegui alcançar um relacionamento muito bom”, diz ela. “Mas tudo mudou quando comecei a participar da disciplina técnica das redes óticas, por exemplo. Descobri um novo mundo, e agora sei que sempre quis fazer isso.” Nicole tem facilidade para falar, alcançada, segundo ela, com muita leitura de autoajuda e saúde mental.
De acordo com Daniely Gomiero, vice-presidente de Projetos do Instituto Claro, proporcionar educação de qualidade é uma das premissas lineares ao longo dos 25 anos do Instituto: “Algo que é muito real em nossas ações é a constância e a proximidade com as pessoas, especialmente com os jovens. Sabemos o quanto essas meninas e meninos precisam de oportunidades de qualidade para avançarem ainda mais, seja na formação ou na vida profissional. E iniciativas como o Dupla Escola têm exatamente esse intuito”, completa.
O professor Anderson Baumgartner, de Natal, no Rio Grande do Norte, tomou conhecimento em 2025 do edital nacional do Instituto Claro para o programa Educonexão, sobre o uso de novas tecnologias para educadores da rede pública, incluindo temas atuais como saúde mental em sala de aula, relação colaborativa, educação inclusiva, entre outros. Formado em artes cênicas, tendo atuado em teatro e como radialista, se interessou de imediato. Professor do 1º ao 9º ano, topou trabalhar com as turmas do 6º ao 9º ano no desafio final proposto na grade formativa do programa do Instituto.
A iniciativa, que testou uma nova abordagem de forma piloto em 2025, ofereceu uma capacitação direta aos educadores como um movimento importante para avaliar as possibilidades do programa, ampliando seu alcance por meio de uma metodologia integrada que aliou conectividade, capacitação, inovação educacional e inclusão digital — além de praticidade e conveniência no dia a dia do educador.
Em 2025, além da trilha formativa, o programa apresentou um desafio final para que os educadores aplicassem seus aprendizados e compartilhassem com os colegas. ‘Ameaça Digital’ foi o tema escolhido; uma investigação sobre segurança e golpes na internet. Ganhou o grupo do 8º ano, que narra uma vítima ficcional que cai num golpe.
Anderson diz que o letramento digital é fundamental para educar crianças e jovens no uso adequado da tecnologia. “Quando a gente mostra que existem ferramentas de trabalho incríveis, mudamos o foco de interesse deles”. O balanço da sua participação foi positiva. Mobilizou a escola para o desafio, chamou outros professores e alertou todos os alunos. A escola já vinha discutindo a questão do uso do celular nas salas de aulas.

O professor Baumgartner e a turma do tema ‘Ameaça Digital’ (Foto: Divulgação)
Afora a formação técnica, o programa estimula a criação de redes de colaboração nacionais, com os participantes integrando uma comunidade de troca de experiências, metodologias e práticas pedagógicas.
“Se Educação é um dos nossos principais pilares, impactar diretamente 330 educadores apenas em 2025, com o Educonexão, foi um passo importante para aprendermos e testarmos juntos soluções com quem tem o poder de transformar realidades na ponta, direto com os educadores”, completa Daniely Gomiero.
Importante destacar que, como uma organização social empresarial, a equipe do Instituto Claro atua junto às comunidades escolares das redes públicas de ensino, sempre em colaboração, respeitando e valorizando o trabalho dos professores e das professoras.
Com informações do Instituto Claro. Clique e saiba mais.
Revista Educação: referência há mais de 30 anos em reportagens jornalísticas e artigos exclusivos para profissionais da educação básica