NOTÍCIA
No município, há uma curadoria técnica das coleções disponíveis no PNLD e, na sequência, coordenadores pedagógicos realizam nova rodada de análise
No município de Atibaia, a quase 70 km da capital paulista, o processo de seleção das obras do PNLD ocorre de maneira organizada, participativa e alinhada à proposta pedagógica da rede, garante a secretária de Educação, Denise Barbosa. “Entendemos que o livro didático é uma ferramenta fundamental para garantir equidade, qualidade e intencionalidade pedagógica no ensino, por isso todo o processo é cuidadosamente conduzido”, esclarece.
Primeiro, há uma curadoria técnica das coleções disponíveis no PNLD. Nessa etapa, a equipe pedagógica analisa previamente os materiais e seleciona opções que estejam mais alinhadas ao currículo municipal, às diretrizes da rede e às aprendizagens esperadas.
“Na sequência, convidamos os coordenadores pedagógicos para uma nova rodada de análise. Esse momento é essencial para aprofundar o olhar pedagógico e, de forma colaborativa, definirmos quais coleções serão encaminhadas para avaliação das escolas. Com isso, as equipes escolares, especialmente os professores, assumem um papel central no processo. Eles analisam as obras e realizam a escolha da primeira e da segunda opção, sempre com base em critérios pedagógicos bem-definidos”, destaca Denise.

Denise Barbosa, secretária de Atibaia, estimula o protagonismo docente (foto: Arquivo pessoal)
Após essa etapa, os coordenadores retornam à secretaria de Educação para uma consolidação das escolhas, participando de uma votação final. “O resultado é formalizado por meio de ata, garantindo que a decisão seja construída em rede, de forma transparente e coletiva.” Por fim, cada diretor realiza o lançamento das escolhas no sistema do FNDE, respeitando o que foi acordado coletivamente e registrado em ata pela equipe escolar.
Em todas as etapas, a secretaria de Atibaia disponibiliza listas de verificação com critérios claros de análise, como alinhamento ao currículo, abordagem metodológica, qualidade das PNLD atividades, inclusão e progressão das aprendizagens, para qualificar a escolha e garantir consistência pedagógica.
“Defendemos fortemente que a escolha dos livros didáticos deve permanecer com os professores. São eles que conhecem profundamente a realidade da sala de aula, as necessidades dos estudantes e as estratégias que melhor dialogam com sua prática pedagógica. Esse protagonismo docente fortalece o engajamento, a responsabilidade e a efetividade do uso do material no cotidiano escolar”, constata a secretária.
Quando se organiza uma escolha a partir de uma rede, respeitando o processo democrático, é possível potencializar diversos outros benefícios. No caso de Atibaia, esse modelo, lista Denise, permite que a gestão viabilize formações docentes mais direcionadas, fortalece a troca de práticas entre escolas, garante maior coerência pedagógica e otimiza o uso dos recursos e das orientações didáticas. “Assim, conseguimos equilibrar autonomia docente com unidade de rede, sempre com foco na aprendizagem dos estudantes.”