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Em tempos de desinformação, é preciso rever os currículos e estudar a educação midiática

É difícil filtrar todas as informações que recebemos, pois, com a internet e os meios digitais, os perigos das fake news estão cada vez maiores. Segundo Cristina Tardáguila, jornalista e fundadora da Agência Lupa, hub de combate à desinformação por meio do jornalismo e da […]

Publicado em 19/08/2022

por Leticia Scudeiro

painel - educação midiática - destaque

É difícil filtrar todas as informações que recebemos, pois, com a internet e os meios digitais, os perigos das fake news estão cada vez maiores. Segundo Cristina Tardáguila, jornalista e fundadora da Agência Lupa, hub de combate à desinformação por meio do jornalismo e da educação midiática, “o perigo é que a gente acabe vivendo com fatos que não são reais, os tais fatos alternativos. E pior, tomar decisões com base nessas loucuras”.

Cristina participou ontem, dia 18, do Grande Encontro de Educação, evento gratuito organizado pela revista Educação e revista Ensino Superior que aconteceu de forma online. No painel Muita informação, pouca verdade ela ainda destacou que a sociedade precisa passar por mudanças.

“Não dá mais para fazer jornalismo como se fazia antes, fazer educação, medicina, política ou política pública como se fazia antes, porque tudo isso está permeado por desinformação. O que vai ser daqui para frente nós vamos construir, vamos navegando o barco enquanto colocamos as peças”, pontuou.
educação midiática
Painel online ‘Muita informação, pouca verdade’, do Grande Encontro da Educação

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Leia: Para que serve a alfabetização midiática e informacional (AMI)

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Educação midiática 

Segundo Patricia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, entidade que coordena o EducaMídia, a educação midiática pode ser dividida em três eixos principais: leitura, produção de conteúdo e participação, sendo assim, é vista como uma forma de combater a desinformação. Em relação ao eixo da leitura, Patricia enfatizou a importância de desenvolver uma interpretação e análise crítica das informações.

“A fonte não é quem te enviou a mensagem e sim quem produziu. É importante saber quem é o produtor daquela mensagem e principalmente o que aquela informação quer. Assim, já se abre a possibilidade de trabalharmos a diferenciação de conteúdos. O que é uma matéria de opinião e uma matéria jornalística, a diferença entre um anúncio publicitário e uma propaganda política ou partidária de causas, e sobre o que é uma desinformação”, explicou.

Novas ferramentas 

Apesar das tecnologias abrirem as portas para o aumento do alcance das desinformações, mais do que nunca elas devem ser vistas como aliadas da educação. 

“Na educação formal vejo que é fundamental as escolas abusarem das oportunidades da BNCC, da BNC [de formação dos professores] e também do novo ensino médio para o desenvolvimento da educação midiática no currículo”, apontou Alexandre Sayad, co-chairman da aliança mundial da Unesco para a educação midiática, a Unesco MIL Alliance.

Alexandre mostrou ferramentas da educação midiática que estão sendo incluídas nos currículos escolares como a IA (inteligência artificial), metaverso e o conceito de life long learning  (a tal aprendizagem para a vida). Para ele, a escola precisa integrar em seu currículo o digital e a cidade.

Leia também:

O universo, o verso e o metaverso

Autor

Leticia Scudeiro


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