Programa de alimentação escolar inova em cardápios e reduz sal, açúcar e óleo de forma saborosa

Projeto de educação nutricional em uma escola carioca reduziu em mais de 70% a utilização do óleo no preparo dos alimentos. Nutricionista da Sodexo responsável explica as etapas da iniciativa.

A política de alimentação escolar implantada pela Sodexo On-site em uma escola internacional do Rio de Janeiro gerou impactos significativos na saúde dos alunos. Vale lembrar que a formação de bons hábitos alimentares desde a primeira infância contribui de maneira significativa na saúde e no desenvolvimento físico e cognitivo.

De modo geral, com o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados (com baixo valor nutricional e ricos em açúcares, gorduras e sódio), têm sido observadas taxas cada vez mais altas de sobrepeso e obesidade e o aumento de doenças crônicas. Diante dessa realidade, é necessário que as escolas atuem de maneira integrada com toda a comunidade escolar para garantir um programa de alimentação adequado aos estudantes.

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Aline Reis, gerente de unidade da empresa e nutricionista responsável pela alimentação das crianças e adolescentes, explica as três etapas da implantação no colégio do RJ. A primeira envolveu o desenvolvimento de receitas com menos sal, açúcar e óleo. Nesse momento, era essencial que, além do ganho nutricional, os pratos também fossem atrativos às crianças e de acordo com o seu paladar.

Programa se atentou ao paladar dos alunos para evitar rejeição das novas preparações
(foto: divulgação)

Numa segunda etapa, a comunicação foi essencial. Familiares e alunos receberam folders informativos sobre a nova política de alimentação da escola com destaque para os benefícios das mudanças na saúde. Atividades lúdicas também foram utilizadas para aumentar a aceitação dos alunos.

“Começamos a chamar os alunos para experimentar a receita e fazer suas pontuações, como um chef mirim. Assim, eles se sentiam pertencentes ao meio, o que abria diversas possibilidades. Com o passar do tempo, viram que não havia grande diferença do que eles estavam habituados a consumir”, detalha a nutricionista.

Na última etapa, foi realizada uma pesquisa de satisfação com os estudantes. “Conseguimos resultados muito positivos, tanto dos alunos quanto dos pais. E, assim, nos empenhamos cada vez mais em ofertar uma alimentação inovadora, equilibrada e saudável, envolvendo toda a comunidade escolar”, complementa Aline.

Tendo em vista que a escola é o local em que a criança passa a maior parte do dia, os benefícios do novo programa foram rapidamente notados. “Houve uma grande redução no consumo de açúcar, sal e óleo ao longo dos anos, impactando positivamente de forma direta a saúde dos estudantes, contribuindo para uma melhor qualidade alimentar”, diz. No caso do óleo, por exemplo, houve redução de 75% no preparo dos alimentos.

“Parceria com os pais e escola nessa nova jornada foi fundamental”, diz a nutricionista Aline Reis
(foto: divulgação)

A nutricionista destaca o desenvolvimento de receitas caseiras saudáveis de biscoitos, pizzas e salgados. O intuito foi proporcionar uma alimentação mais equilibrada e rica em nutrientes, mas sem perda de paladar para evitar rejeição. Houve também visitas à cozinha, estimulando a curiosidade.

“Tivemos eventos no restaurante com diversas temáticas e muita diversão, pois a mudança de hábitos não é fácil e é necessário persistência. Com crianças, é preciso ter um toque de diversão”, acredita a nutricionista.

Como os alunos tendem a preferir alimentos mais conhecidos, “a parceria com os pais nessa nova jornada foi fundamental para conseguirmos alcançar os objetivos, pois eles foram nossos aliados em motivar as crianças a terem uma alimentação mais saudável e variada. Muitos alunos nos pedem receitas para levar e fazer na sua casa junto com seus familiares”, finaliza Aline.

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