Pisa 2018: educação brasileira continua em sinal de alerta

Só 2% dos brasileiros tiveram os níveis mais altos de proficiência em pelo menos uma disciplina no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2018, enquanto a média dos outros países é de 16%.
Feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o programa é um dos principais indicadores de educação do mundo e cujos últimos dados coletados foram divulgados no final de 2019.
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Realizado de três em três anos com jovens de 15 anos, o documento mostra os níveis de proficiência em leitura, matemática e ciências. Inegavelmente, o Brasil caiu posições e dentre os 79 países analisados está entre os 20 últimos. Pequim, Xangai, Jiangsu e Guangdong, que foram avaliadas de forma única, lideram o ranking em todas as áreas.

Matemática, leitura e ciências

Em relação à última edição, em que o país apresentou quedas nas três áreas analisadas, nesta última, o país teve um pequeno avanço, apontando, entretanto, um desempenho ainda estagnado.
A situação brasileira mais grave é com a matemática, uma vez que os estudantes aparecem na 70° posição, com cerca de 32% dos jovens atingindo o nível 2 ou superior na disciplina, a média dos outros países é de 76%. Contudo, apenas cerca de 1% dos brasileiros tiveram nota 5 ou superior, com uma média da OCDE de 11%, tendo Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, o melhor resultado, 44%.
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Já em leitura, o país ficou em 57° lugar, tendo metade de seus alunos atingindo o nível 2. Em ciências o Brasil aparece na 64º posição com cerca de 45% dos estudantes atingindo o nível 2 ou superior.
Aliás, em relação a países da América do Sul, o Brasil sai à frente da Argentina em leitura e matemática, estando empatados em ciências. Para saber mais acesse: www.oecd.org/pisa/ .

educação brasileira Pisa 2018

Foto: Shutterstock

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