Primeiros experimentos

Quem assiste no YouTube à vídeoaula sobre o uso que o cineasta Stanley Kubrick  fez de diversos tipos de lentes na busca de efeitos específicos nos seus filmes não imagina que o trabalho foi realizado por um aluno de ensino médio – a única pista é o símbolo da escola, que aparece logo na introdução. Daniel Guinezi, recém-formado pelo Colégio Móbile, desenvolveu As lentes na sétima arte como resultado de um projeto de iniciação científica na escola. “Normalmente, todos os trabalhos que fazemos são já pré-moldados e só executamos. Com a iniciação, tivemos liberdade criativa pela primeira vez. Fizemos um trabalho mais autoral e que se distingue dos outros dos colegas”, conta Daniel. “Além disso, eu nunca tinha feito uma pesquisa durante meses. Foi bom para ter a experiência do que vamos fazer na faculdade.” Inspirado nesse projeto, ele está prestando vestibular para publicidade e propaganda, com a ideia de produzir vídeos que comuniquem uma mensagem para o público.

A iniciativa do colégio em que Daniel estuda faz parte de um fenômeno que tem aumentado bastante nas escolas particulares e públicas do país. Preocupadas em oferecer aos jovens um preparo para além do vestibular, que abranja a vida acadêmica da graduação e da pós, muitas instituições desenvolveram programas de iniciação científica em diferentes moldes para alunos do ensino fundamental e, especialmente, do médio. Em 2011, o próprio Ministério da Ciência e Tecnologia fez uma recomendação nesse sentido. Criada naquele ano, a Comissão do Futuro da Ciência Brasileira, liderada pelo neurocientista Miguel Nicolelis, tem como objetivo fazer um panorama da pesquisa científica no país e sugerir maneiras de ampliar essa área no Brasil. Uma das estratégias será justamente a de introduzir a pesquisa na escola, com o intuito de criar gosto nas crianças pela ciência desde cedo.

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