NOTÍCIA
Impactos do SNE na gestão escolar e as oportunidades que traz a BNCC da Computação são temas na programação do Fórum, que começa dia 26 de agosto na capital paulista; assinantes da revista Educação ganham desconto
O II FinancIEB, o Fórum dos Gestores Financeiros da Educação Básica, acontece neste mês de agosto, nos dias 26 e 27, no Colégio Fecap, na capital paulista. O Sistema Nacional de Educação (SNE), que trará mudanças estruturais no sentido de acompanhar e mensurar, no âmbito nacional, os dados, a qualidade da educação, o financiamento e a gestão escolar, é o eixo dos debates desta edição.
A programação do evento foi desenhada para que os gestores financeiros e administrativos que atuam na educação básica possam antever os impactos do SNE no dia a dia. Adriano Dias Souza, criador do FinancIEB, afirma que “o SNE demandará mudanças de comportamento e de cultura da gestão das 42 mil escolas de ensino básico particulares do país. Antever esses impactos é crucial para a gestão escolar”.
Os debates se iniciam no primeiro dia a partir das 9h30, com Heleno Araújo, da Câmara da Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) e Paulo Muniz, do Fórum Nacional de Educação Básica, abordando o tema central, Sistema Nacional de Educação (SNE): um novo ciclo para a educação brasileira — Descubra como o SNE irá impactar amplamente sua escola.
O SNE estabelece diretrizes que impactam diretamente o funcionamento, a governança e a sustentabilidade das instituições de ensino. Na área financeira, a nova regulação demandará mais eficiência e vinculação aos critérios nacionais, alterando o planejamento da receita, custos e investimentos.

A programação do evento foi desenhada para que os gestores financeiros e administrativos que atuam na educação básica possam antever os impactos do SNE no dia a dia (Foto: Shutterstock)
Daqui para frente, um sistema nacional de dados, criado a partir do INDE (Infraestrutura Nacional de Dados da Educação) e do INDUE (Identificador Nacional Único do Estudante), irá monitorar indicadores como fluxo escolar, permanência, mobilidade estudantil, evasão e trajetória acadêmica, o que demandará mais organização, consistência e governança da informação.
Os desafios para o setor da escola básica com a nova regulação estabelecida pelo SNE permeiam os demais temas da programação, que ainda discutirá a reforma tributária e seus efeitos na educação, o marketing educacional e a retenção de alunos, os cursos técnicos, a BNCC da Computação e inteligência artificial, além de debates sobre inovação, processos e competitividade no setor.
Se há desafios, também há oportunidades. Nessa linha, Luciano Sathler, CEO da CertifikEDU, estará com Julio Borba, da LIDE Educação, abordando o BNCC da Computação, às 10h40, no dia 27, no debate Cursos Técnicos, Computação e Inteligência Artificial – Oportunidades para a diferenciação.
A BNCC da Computação propõe diretrizes e organiza habilidades estruturadas em eixos temáticos para o currículo da educação básica. Sathler afirma que os conteúdos podem constar no currículo tanto de maneira transversal, presente em outras disciplinas, ou como parte de tarefas de um professor regente, mas também pode ser uma unidade curricular à parte.
“Hoje é algo absolutamente necessário. As crianças e adolescentes que estamos preparando vão chegar no mundo do trabalho, após se formarem, marcado intensivamente pela concorrência, usando cada vez mais recursos de informática e inteligência artificial”. O letramento em IA e o pensamento computacional compõem as novas diretrizes.
Para Sathler, as escolas privadas estão diante de uma boa oportunidade para se diferenciarem. “É possível criar, por exemplo, no ensino médio, um chamado quinto itinerário formativo com foco nisso e, ao mesmo tempo, usar essa disciplina ou recursos da BNCC da Computação de modo transversal no currículo, para criar uma disciplina mais maker, prática, que integre diferentes áreas do saber”, sugere. “Definitivamente, será um diferencial. Ao anunciar o trabalho sério e forte nessa área da BNCC da Computação, muitas famílias se sentirão atraídas para a escola”, reitera.
Os cursos técnicos, diz Sathler, também são uma oportunidade de diferenciação. “Mesmo as famílias de alta renda estão interessadas tanto na área da computação quanto na formação técnica, por tudo o que isso significa, inclusive maior renda quando o jovem entrar no mundo do trabalho.”
No âmbito das redes municipais, a implementação da BNCC da Computação pode fortalecer as secretarias de educação em programas de inclusão digital, redução das desigualdades e desenvolvimento regional, diz Satlher. “Por menor que seja a população de um município, as competências a serem desenvolvidas com a BNCC da Computação servem como base para o fortalecimento da cidadania, a melhora da prestação de serviços públicos e o desenvolvimento de arranjos produtivos que ampliem a renda de pessoas ou empresas”, finaliza.
As inscrições para participar do II FinancIEB estão abertas. Assinantes da revista Educação ganham desconto de 80%. Confira a promoção, conheça a programação, os palestrantes e se inscreva: