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Débora Garofalo

Primeira sul-americana finalista do Global Teacher Prize, prêmio que a colocou entre os 10 melhores professores do mundo

Publicado em 10/01/2022

Planejamento: o que contemplar no retorno das aulas

Débora Garofalo descreve sobre um planejamento escolar para além do processo cognitivo, visando inovar e melhorar o processo de ensino e aprendizagem

Com o início do ano letivo surgem também indagações. O que preciso considerar no meu planejamento escolar para este ano? O que preciso fazer de diferente para atingir os objetivos propostos pedagógicos? Como engajar os estudantes? Como levar inovação para a sala de aula? E como garantir uma educação integral aos estudantes?

Essas são dúvidas comuns, já que nos últimos dois anos, vivenciamos mudanças bruscas na educação ocasionadas pela pandemia da covid-19 e para engajar a aprendizagem será necessária uma aprendizagem estratégica centrada no protagonismo juvenil e no projeto de vida.  

Para tanto, reuni alguns elementos que farão a diferença no planejamento do professor e que precisam estar presentes para além do processo cognitivo, tecendo reflexões para inovar e melhorar o processo de ensino e aprendizagem.


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Ensino híbrido

Essa abordagem ativa, chegou para ficar. A metodologia proporciona liberdade, versatilidade através de suas modalidades e coloca o estudante no centro do processo de ensino e aprendizagem, com o professor no papel de mediador.

O professor consegue dimensionar e mesclar o ensino entre o presencial e o online, adaptando essa regra conforme sua necessidade por meio das modalidades de ensino. Além de ter a possibilidade de explorar outros espaços da escola, aumentando o tempo de estudo dos estudantes ao criar pertencimento e envolvimento nas atividades. Despertando assim, para uma nova cultura, em que o protagonismo, autonomia e a colaboração estão presentes a todo o momento.

Aliás, outro aspecto importante é que o modelo híbrido usa da tecnologia para potencializar e diversificar o ensino. Assim, o professor pode usar jogos para gerar engajamento ao trabalhar com as diferentes modalidades híbridas e ou usar de aparatos tecnológicos para apoiar pesquisas, documentários e outros.

Uso da tecnologia

A tecnologia é uma propulsora ao processo de ensino e aprendizagem e deve ser usada para estimular, engajar e motivar os estudantes, além de permitir o desenvolvimento da criatividade, que é uma habilidade socioemocional híbrida e de competências e habilidades cognitivas.

Com a humanização das tecnologias, que chamamos de Educação 5.0, é necessário que os currículos sejam repensados com foco no desenvolvimento de problemas e esferas que tangem a cultura digital, tecnologias digitais da informação e da comunicação, além do pensamento computacional.

Essas habilidades criativas combinadas e aliadas às habilidades socioemocionais visam desenvolver estudantes autônomos apoiados por uma personalização de ensino que fará com que o estudante não seja apenas consumidor de tecnologia, mas, principalmente, produtor dela.

Personalização do ensino

O ensino mudou. Os estudantes aprendem em formatos e ritmos diferenciados, independentemente do modelo da aula. Cada um necessita de uma atenção especial e individual, tendência essa posta pelo ensino personalizado.

Além do ensino híbrido que trata da personalização do ensino, temos outras maneiras de manter a personalização do ensino, como, por exemplo, manter um acompanhamento próximo à família, porque colabora para que a educação seja efetiva e repercuta em excelentes resultados com o foco na humanização e desenvolvimento integral da pessoa.


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Gestão da sala de aula

Pouco falada, mas muito eficiente. Investir em novas abordagens e em tecnologia são maneiras de beneficiar o processo de ensino, mas pensar na gestão da sala de aula é essencial para replanejar rotinas, currículo, comunicação, projetos pedagógicos e parcerias.

Garantir um atendimento humanizado requer cuidar da gestão e trabalhar com indicadores e feedbacks, por isso é necessário desburocratizar a gestão escolar para propor estratégias assertivas no processo pedagógico. Assim, como a inteligência artificial que já é levada a outros campos, trazê-la à educação é essencial neste momento. Além de pensar em ferramentas de gestão que tenham foco de auxiliar o fazer pedagógico do professor em sala de aula.

Esses são aspectos que precisam estar contemplados no planejamento do professor para que possamos criar uma nova cultura ao processo educacional visando dar luz a professores e estudantes que de fato promovem a educação.

Débora Garofalo é a primeira sul-americana finalista do Global Teacher Prize, prêmio que a colocou entre os 10 melhores professores do mundo

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