O rodo anticovid criado por jovens de Brasília

Equipamento desenvolvido por estudantes do Colégio Marista Águas Claras será utilizado para descontaminar superfícies do ambiente escolar

Os estudantes Abner Matheus Oliveira Soares, Kelly Christine Cunha e Maria Fernanda Araldi, de 15 anos, se viram desafiados a encontrar uma solução para combater a covid-19. Depois de muita pesquisa, encontraram uma saída para auxiliar a área da limpeza do Colégio Marista Águas Claras, DF: um rodo anticovid.

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Desenvolvimento do rodo

O equipamento possui uma lâmpada ultravioleta (UVC) que tem ação germicida já estudada e amplamente comprovada. O grupo, orientado pela professora Priscila Brandão Vieira do Norte, partiu de estudos prévios para pensar a aplicação no espaço escolar. A função do rodo é ser mais uma etapa do processo de limpeza e descontaminação do ambiente, que pretende ser implantado na rotina diária do colégio.

Anticovid possui materiais de baixo custo (foto: divulgação)

Todo o projeto, da concepção, pesquisas, testes até a conclusão final do equipamento, levou cerca de nove meses. Sendo que a montagem do protótipo foi efetuada em seis horas, divididas em três encontros de duas horas cada. O rodo é composto por canos de PVC, fio elétrico, cola, tinta, roldanas e a luz ultravioleta, o que torna o equipamento com um custo baixo. 

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Olhar da escola  

Para o coordenador do ensino médio do Colégio Marista Águas Claras, Raul Pietricovski Cardoso, o protagonismo estudantil deve ser visto como aspecto cada vez mais básico.

Estudantes do Marista durante teste (foto: divulgação)

“Esse projeto foi baseado nesse princípio e podemos perceber como cumpriu vários objetivos ao mesmo tempo. Quando envolvemos estudantes com projetos e, principalmente, como sujeitos dos projetos, eles ampliam os horizontes acadêmicos (estudando cada vez mais), aprendem a trabalhar em grupo, desenvolvem conhecimento científico e ainda pensam bem como resolver problemas reais que vivenciam. Um projeto como esse significa preparar estudantes para o futuro”, defende. 

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