NOTÍCIA

Bett Brasil

Autor

Redação revista Educação

Publicado em 06/05/2026

Solução para conflitos escolares passa pelo envolvimento de toda a sociedade, orienta Telma Vinha

Professora pesquisa há mais de 20 anos sobre convivência escolar. Segundo ela, as pessoas precisam passar por uma transformação cultural

Por Ricardo Pinheiro, estudante de jornalismo na FIAM-FAAM* | No cotidiano da educação básica, conflitos, tensões e episódios de violência deixaram de ser exceção para se tornar parte de uma realidade que desafia educadores, gestores e famílias. Esse cenário foi o ponto de partida do debate realizado no espaço aquário, da Bett Brasil**, que reuniu especialistas para discutir caminhos concretos de transformação da convivência escolar.

conflito escolar

Trabalho coletivo é fundamental, diz Telma Vinha (foto: Geovana Cristina/ FIAM FAAM)

Com a participação de Telma Vinha, professora da Faculdade de Educação da Unicamp, coordenadora do Gepem há mais de 20 anos e referência nacional no tema, e de Patricia Auerbach, escritora e mestre em Educação. O encontro destacou que a violência nas escolas não pode ser enfrentada apenas com medidas punitivas ou pontuais. É preciso repensar profundamente as práticas educativas e o clima institucional.

Leia: Segurança psicológica na escola: nem tudo é violência

Telma Vinha iniciou enfatizando o desenvolvimento de intervenções para que todos encontrem soluções nos problemas de violência — que têm aumentado desde a pandemia. Para essa transformação coletiva se efetivar, a especialista reforçou que a mudança tem de começar pela cultura, envolvendo gestores, professores e família.

Já Patrícia Auerbach destacou a autoestima e o acolhimento aos professores, que estão adoecidos, com “pesos nas costas”. Para a escritora é preciso pensar como ajudar e cuidar desses educadores, o que envolve uma participação coletiva, pois a escola tem limitações. “Precisamos ‘dar as mãos’ e tratar o ambiente escolar como comunidade, o ser humano é o foco”, propôs.

Acolhimento

Outro ponto destacado durante o debate foi a importância da comunicação nos espaços escolares. De acordo com Telma, as relações humanas geram conexões e empatia, por isso, é preciso acolher o indivíduo, escutar o que ele tem para falar, sem julgamentos, e trabalhar as vulnerabilidades.

Ao final do debate, Vinha retomou a importância do trabalho coletivo entre escola, família e sociedade para combater a violência escolar e promover um ambiente mais acolhedor para todos. A educadora explica que a família é a primeira instituição socializadora. Já a escola é vista como segunda e, por isso, devem atuar juntas. Ela finalizou a discussão citando Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira: “Educação não transforma o mundo, educação muda as pessoas, pessoas transformam o mundo”.

Bett Brasil

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*Esta matéria foi produzida numa parceria entre a revista Educação e a FIAM-FAAM.

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