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Conhecimento

Autor

Redação revista Educação

Publicado em 17/03/2026

Saúde mental docente: escola se tornou local de adoecimento?

Sete em cada 10 docentes apresentam sinais de depressão ou ansiedade, aponta estudo da Fiocruz

A saúde mental do docente brasileiro atravessa uma crise ‘silenciosa’, mas profunda, evidenciada por dados alarmantes de afastamentos e sintomas de esgotamento. O cenário atual revela que a escola, muitas vezes, tornou-se um espaço de adoecimento em vez de desenvolvimento. Tanto que em 2025, o Brasil registrou 65 mil 123 afastamentos de professores por problemas de saúde mental apenas na rede pública, segundo dados do Ministério da Previdência Social.

Viviane Minozzo estará no evento GEduc 2026, que acontecerá de 25 a 27 de março, na cidade de São Paulo, para discutir, justamente, saúde mental na escola. Ela é especialista em saúde mental e bem-estar corporativo e no dia 26 abordará no GEduc a pesquisa inédita realizada pelo Instituto Semesp, com apoio do Fenep.

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Viviane Minozzo lembra que as pessoas, embora presentes fisicamente no trabalho, podem se ‘ausentar’ por conta da ansiedade. “Elas têm que estar presentes no momento presente”, diz.

A especialista destaca que essa condição, chamada de presenteísmo, acomete 23% de todos os trabalhadores brasileiros. Acrescenta também que ter metas é fundamental para não perder o foco. Em momentos de extrema ansiedade sugere exercício de respiração. “Ajuda a regular emocionalmente as pessoas, e acalma de fato.”

saúde mental

Viviane Vinozzo palestrará no GEduc, dia 26 (foto: divulgação)

Entre 2022 e 2023, 62% dos docentes da educação básica relataram sintomas frequentes de estresse, ansiedade ou depressão, segundo levantamento do Inep. A pesquisa do Instituto Península (2022) apontou que 84% dos professores se sentem emocionalmente exaustos, enquanto estudo da Fiocruz (2023) revelou que sete em cada 10 docentes apresentam sinais de depressão ou ansiedade.

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Fato é que o intenso e inadequado de tecnologias ameaça o direito à desconexão, fazendo com que o trabalho escolar se misture às atividades domésticas. O tempo de sala de aula e o tempo em casa se confundem, aumentando o estresse e a exaustão emocional.

A escola também deve assumir papel estratégico na prevenção, com ações de cuidado e acolhimento, como rodas de conversa com profissionais da saúde, programas de habilidades socioemocionais, ambientes inclusivos e capacitação dos trabalhadores para identificar sinais de sofrimento.

Clique aqui para mais informações sobre o GEduc.

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