NOTÍCIA
Festival SESI de Educação teve início nesta quinta-feira, 5, no Parque Ibirapuera em São Paulo, com tema "arqueologia"
O Parque Ibirapuera recebe, nesta quinta-feira, 5, estudantes de todo o Brasil para a disputa da etapa nacional do Torneio de robótica. Com o tema “sesi”, estudantes de escolas públicas e das escolas SESI se desafiarão nas quatro modalidades da temporada: UNEARTHED, da FIRST® LEGO League Challenge (FLL), DECODE, da FIRST® Tech Challenge (FTC), REBUILT, da FIRST® Robotics Competition (FRC) e STEM Racing, disputando vaga para a etapa internacional, em Houston, nos Estados Unidos.
Nesta 8ª edição do festival, o Conselho Nacional do SESI apoiará a realização do evento, marcando o aniversário de oito décadas da instituição. Para o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, o festival fomenta a aprendizagem contínua e progressiva nas diferentes áreas de conhecimento.
A partir de sexta-feira, 6, iniciam as disputas nas quatro categorias. Na categoria FTC, voltada para estudantes do ensino médio, as equipes projetam, constroem e disputam com robôs de até 19kg, para cumprir os desafios propostos. Além da construção do robô, os alunos também desenvolvem um portfólio de engenharia para detalhar o processo de criação e como seus robôs funcionam. Já a categoria FRC, é a que mais se aproxima do mundo industrial. Os estudantes irão desenvolver robôs de porte industrial, que chegam a 56kg e até dois metros de altura.
Na STEM Racing, os estudantes montam escuderias e constroem réplicas dos carros de corrida da Fórmula 1, além de criarem plano de negócios e de marketing, integrando tecnologia e empreendedorismo, para promover a escuderia de sua equipe. Já na categoria FLL, as equipes constroem robôs com peças de LEGO para completar as missões da competição e, também, idealizam e criam um projeto inovador que explore um problema real da sociedade atual, conversando com a temática da temporada.
Uma das equipes que se destacou foi a Jurunabots, da Escola Indígena Francisca de Oliveira Lemos Juruna, de Vitória do Xingu (PA). O grupo conquistou o segundo lugar no torneio regional da FIRST LEGO League (FLL) e disputará, neste fim de semana, uma vaga para a etapa internacional.
Na etapa regional, a equipe apresentou o projeto Museu Vivo Itinerante do Xingu, uma proposta que busca preservar a memória do povo Juruna sem retirar artefatos do território. A iniciativa consiste em uma maleta educativa com réplicas de objetos, registros culturais e recursos de realidade aumentada, além de conteúdos na língua Juruna. O objetivo é valorizar a oralidade, a história viva e a identidade cultural, respeitando o vínculo entre os objetos e o território de origem.
Em abril do ano passado, o Conselho Nacional do SESI, junto ao SESI Pará, visitou a Aldeia Boa Vista, do povo Juruna, em uma oportunidade de aprender com os territórios e de contribuir para que a educação dialogue com as raízes, respeite os modos de vida e amplie horizontes, sem apagar ou alterar trajetórias. Na oportunidade, entregaram kits de robótica para as equipes.
Para o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, o trabalho com robótica nas escolas demonstra como inovação e ancestralidade podem caminhar juntas. “O compromisso do SESI é com uma educação inclusiva, inovadora e conectada ao futuro, que respeite a diversidade cultural. O que esses jovens nos mostram é que a tecnologia pode caminhar lado a lado com a história e com o respeito aos territórios”, afirma Fausto.
Seminário de educação e museu interativo.

Abertura do Festival SESI de Educação (foto: Gilberto Sousa /SESI)
Além das competições, a programação conta com oficinas promovidas pelo SESI Lab, e com o Seminário Internacional SESI de Educação, com o tema “O uso da inteligência artificial no contexto educacional”, que será realizado na sexta-feira, dia 6.
O seminário contará com três mesas de debate, abordando o papel das políticas públicas na era da IA, no âmbito da Educação Básica; a formação de professores para o uso das tecnologias e da IA; e boas práticas com o uso da IA no contexto escolar. Entre os palestrantes confirmados, está o diretor de Educação e Competências da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Andreas Schleicher; o vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretário estadual de Educação do Paraná, Roni Miranda; a presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães; a presidente do Instituto Salto, Cláudia Costin; o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria; entre outros.
Escolhido em setembro de 2025, o tema desafiará os estudantes a projetar e construir robôs, além de criar soluções para problemas reais da sociedade, percorrendo o passado da humanidade por meio da arqueologia.
Arqueologia é a ciência que se ocupa em procurar, mapear e datar vestígios materiais da presença humana na Terra. Esta ciência tem como objetivo principal fornecer subsídios materiais, com data precisa, para que seja possível reconstruir o passado humano.
Nesta temporada, a embaixadora do festival é a doutora em arqueóloga, antropóloga e etnóloga, Conceição Lage. Para ela, que também é professora da Universidade Federal do Piauí, estudantes poderão explorar os desafios reais vividos por especialistas na conservação e escavação dos sítios arqueológicos.
Assista aqui a entrevista completa com a embaixadora, realizada pelo Departamento Nacional do SESI.
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