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Conhecimento

Autor

Redação revista Educação

Publicado em 15/01/2026

Aprovado em Yale, jovem manauara cria instituto para revitalizar línguas indígenas

Fundador do ISLA Amazônia, Juliano Dantas foi aprovado em pelo menos quatro universidades dos EUA

Aos 18 anos, o manauara Juliano Dantas Portela chegou a um patamar raro entre jovens brasileiros: foi aprovado em quatro das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos e transformou a conquista acadêmica em plataforma para um projeto pioneiro de preservação linguística na Amazônia. 

Agora, à frente do Instituto de Sustentabilidade Linguística da Amazônia (ISLA Amazônia) e participante da COP30, ele consolida uma trajetória que une tecnologia, pesquisa e compromisso cultural.

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Ex-aluno de destaque do Colégio Militar de Manaus, ele desenvolveu ainda no ensino médio o Linklado, teclado digital com caracteres de mais de 50 línguas indígenas amazônicas, antecipando o interesse por tecnologia aplicada à preservação cultural. 

A maturidade intelectual o levou, em seguida, ao processo seletivo de universidades estadunidenses, no qual alcançou aprovações em universidades como Yale, Pennsylvania, Northwestern e Dartmouth College, resultados apoiados pelo Prep Program, programa gratuito da Fundação Estudar que o orientou durante a candidatura.

línguas indígenas

Noemia Ishikawa, pesquisadora de micologia do Inpa; Juliano Dantas Portela; Cristina Quirino, tradutora de Tikuna e estudante no Inpa e Ruby Isla Vargas, pesquisadora de micologia no Inpa (Foto: divulgação)

ISLA Amazônia

Em 2023, Juliano optou por Yale, onde cursa Ciência da Computação e pretende aprofundar-se também em linguística, área que sustenta o propósito maior de sua atuação. Do encontro entre essas duas frentes nasceu o ISLA Amazônia, dedicado à documentação de línguas indígenas, ao desenvolvimento de tecnologias inclusivas e à criação de conteúdos educacionais que ampliem a presença dessas línguas no ambiente digital. 

O trabalho contempla famílias linguísticas como Tukano, Tikuna e Sateré-Mawé, sempre a partir do respeito às autodenominações e especificidades culturais.

Esse esforço ganha novo alcance em 2025, quando Juliano leva a pauta da sustentabilidade linguística à COP30, em Belém. Sua presença na conferência reforça a importância de inserir a conservação das línguas amazônicas no debate climático global, destacando o papel da diversidade cultural como dimensão essencial da preservação ambiental.

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Ao refletir sobre o impacto que pretende gerar, Juliano resume sua ambição com clareza e senso de propósito:

“Sonho em revolucionar o mundo abrindo a próxima Tech Giant de inteligência artificial e modelos de linguagem e ajudar a fazer do mundo um lugar melhor com o recurso angariado”, afirma Juliano.

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