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Por uma formação humana e integral

Ceciliany Alves Feitosa concorda que, para além da assistência pedagógica, é preciso se atentar à saúde mental dos educadores. Ela é diretora educacional, produtos e serviços da FTD Educação, e tem doutorado em educação com especialização em liderança educacional pela Universidade Aberta de Portugal. Confira […]

Publicado em 09/05/2022

por Redação revista Educação

Ceciliany Alves Feitosa concorda que, para além da assistência pedagógica, é preciso se atentar à saúde mental dos educadores. Ela é diretora educacional, produtos e serviços da FTD Educação, e tem doutorado em educação com especialização em liderança educacional pela Universidade Aberta de Portugal. Confira nossa entrevista.

formação humana e integral


Vocês possuem livros sobre diversidade, inclusão e crise ambiental em linguagem infantojuvenil. Essas temáticas sempre existiram ou se intensificaram nos últimos anos? Caso tenham se intensificado, por que?  

O catálogo da FTD Educação sempre contemplou obras de literatura e apoio didático sobre diversidade, inclusão e questões ambientais. Além de obras dedicadas, esses temas são contemplados de forma transversal e transdisciplinar em nossas obras didáticas e nos Sistemas de Ensino. A nossa preocupação extrapola a conformidade das Diretrizes Educacionais e da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), já que contemplam essas dimensões. As soluções educacionais da FTD Educação têm como premissa a formação humana e integral das crianças e jovens, portanto, contemplam a diversidade, a individualidade e o diálogo intercultural respeitoso e solidário, despertando para o comprometimento e o cuidado.

Pesquisas e casos concretos têm comprovado a necessidade de olhar para a saúde mental dos alunos. Mas para os educadores abraçarem seus alunos eles também precisam estar bem. De que forma a FTD Educação apoia a saúde mental dos educadores?  

De fato, temos acompanhado o aumento da demanda por cuidados com a saúde mental de educadores e gestores. Situação intensificadas após a pandemia. Além de oferecer recursos didáticos e serviços que visam desonerar os professores de seus afazeres rotineiros, intensificamos a nossa presença significativa, não ficando restrita à assistência pedagógica. Expandimos a nossa atuação incluindo palestras e conteúdos de especialistas da área da saúde mental. Desta forma, buscamos despertar a importância do autoconhecimento, do autocuidado, da autopreservação e, quando esses recursos já não forem suficientes, da consciência da necessidade de buscar a ajuda de um profissional.

Dentro do ambiente educacional, o papel da tecnologia digital não está sendo considerado demasiadamente importante? 

Acreditamos no equilíbrio, na tecnologia a serviço de uma experiência educacional exitosa. Recursos educacionais digitais devem estar inseridos em um bom planejamento pedagógico, associados a um material didático adequado às necessidades e a realidade do aluno. Devem ser implantados em um espaço educacional que favoreça a convivência, a interação humana e a construção coletiva do conhecimento. Devem favorecer o engajamento e o desenvolvimento da criatividade, com foco na melhoria do processo de aprendizagem – e incluo as edtechs como tecnologias disponíveis. O professor é o grande agente que deve orquestrar o equilíbrio ou a demasia desses recursos em sala de aula.

As escolas estão incluindo as famílias na questão socioemocional? 

A educação integral é uma proposta de educação ampla que deve abarcar as dimensões pedagógicas, culturais, sociais e emocionais da criança. É direito de todos os alunos, sem distinção de classe, cultura ou qualquer outro aspecto da diversidade. Nessa perspectiva, inclui-se também a dimensão do dever e da responsabilidade da família e da escola no desenvolvimento dessas competências.  A escola deve buscar recursos científicos, ferramentas de avaliação socioemocional de rigorosa qualidade técnica e, a partir dos resultados dessas avaliações, fazer um plano de desenvolvimento e superação dos gaps do aluno, sempre com o conhecimento e a estreita parceria da família, posto que não estamos falando de competências restritas às aprendizagens e sim, competências fortemente associadas e afetadas pelo ambiente familiar e convívio social da criança.  


Obs.: A Educação estará fazendo uma cobertura especial durante toda a Bett Brasil 2022. Nos acompanhe por aqui e em nossas redes sociais.


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Redação revista Educação


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