Criatividade precisa fazer parte do currículo

Gerente de educação da Faber-Castell falará no GEE dos benefícios, desafios e da importância de desenvolver essa habilidade nos alunos

Tente fazer o seguinte exercício de imaginação: como era a vida dos indivíduos que viveram no século passado, na década de 1920. Imagine que essas pessoas eram expostas aos mais diversos obstáculos, tarefas e desafios a serem cumpridos diariamente e que, naquele momento, não existia, absolutamente, nenhum tipo de tecnologia digital. É curioso pensar como essas pessoas, de forma criativa, conseguiram a resolução de uma infinidade de situações, não é mesmo?

Essa é uma das análises propostas pela gerente de educação da Faber-Castell, Carolina Luvizoto, que usará o contexto histórico e atual para falar, no painel do Grande Encontro da Educação 2021, em 12 de agosto, às 16h36, sobre o tema: Criatividade, uma importante habilidade do século 21: um olhar educacional (participe clicando aqui).

O que é uma aula criativa?

O desenvolvimento de atividades artísticas em sala de aula pode resultar em episódios de criatividade, mas, sob a ótica da especialista, é preciso ir além.

“Socialmente, avaliamos e entendemos que criatividade é uma habilidade que deve ser, intencionalmente, trabalhada nas escolas; é preciso trazê-la para o currículo”, enfatiza Carolina Luvizoto.

Para chegar a essas propostas, sua fala passará por referências que legitimam esse tema, como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Fórum Econômico Mundial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Leia: Competências híbridas: o que são criatividade e pensamento crítico

criatividade currículo

Luvizoto é responsável pelo Programa de Aprendizagem Criativa nas escolas

Iniciativas no país

“Há três ou quatro anos, as pessoas sabiam muito menos sobre a importância de se trabalhar a criatividade entre os estudantes – avalio que isso tem aumentado e melhorado”, observa Luvizoto.

No entanto, ela entende que as práticas estão longe de um modelo ideal, em que os estudantes de fato se desenvolvam criativamente.

“Temos algumas iniciativas que acontecem com esse objetivo, mas notamos que poderiam ser mais livres, do ponto de vista da exploração dos estudantes, com mais espaço para o erro, em que possam divergir os pensamentos e que possam trabalhar a partir de suas paixões e seus próprios interesses”, diz.

Em uma realidade em que nunca houve tantos recursos para o desenvolvimento dessas peças criativas, a especialista nota uma questão paradoxal. Diante do crescente uso de telas como as de smartphones, tablets e devices individuais, ela acrescenta a constatação de estudos que provam que essa utilização de forma passiva, por exemplo, como é o caso dos aplicativos de mensagem ou redes sociais, na verdade, não são potencializadoras da criatividade.

“É interessante refletir sobre isso: é uma resposta que envolve ‘sim e não’, temos acesso a mais recursos, mas muitas vezes, o seu uso não potencializa o desenvolvimento criativo”, conclui.

Serviço

Criatividade, uma importante habilidade do século 21: um olhar educacional

Com Carolina Luvizoto

Data e horário: 12 de agosto, 16h35

Gratuito e com certificado

Inscrições  www.grandeencontrodaeducacao.com.br

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