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Publicado em 19/06/2020

Mentoria reversa e empatia nos tempos de pandemia

Neste artigo, Marcos Ueda, do Cel.Lep, reforça a importância das práticas coletivas

Por Marcos Ueda*: Nos tempos de confinamento, os ambientes de educação precisaram se reinventar numa velocidade jamais solicitada. E muito daquilo que parecia difícil de implementar por falta de interesse, por permanência voluntária em sua zona de conforto e por falta de tempo teve que acontecer por força circunstancial. A comunicação na distância é resolvida pela tecnologia, e percebemos que não sabemos o suficiente sobre as plataformas de comunicação e ensino.

Sobre mentoria reversa, assista ao vídeo:

Na mentoria reversa, onde gerações mais novas tutoriam outras assim chamadas mais experientes, temos ganhos importantes de atitude: os mais jovens percebem os desafios de se ver como tutor como aquele que capacita, e como ganho vem a musculatura para ensinar gerações de imigrantes digitais e porque não falar dos analfabetos digitais.

E os mais velhos, fragilizados, descem de suas torres de marfim, de seus seminários solenes e percebem como essa relação de poder é frágil. O exercício da empatia é inevitável!

Um corpo de jovens professores se destaca como frente de treinamento e capacitação de colegas de quem receberam capacitação em metodologia e didática, por exemplo.

O treinamento reverso socializa os desafios, faz dele uma necessidade do coletivo pela sua sobrevivência.

E não tem como não pensar na economia colaborativa, onde a linearidade incômoda da hierarquia de poder se opõe à forma de rede, essa sim mais resistente, mais elástica mais resiliente.

O “novo normal” (usando a terminologia da mídia) inclui esse ganho que espero se perpetuar:

O aprendizado horizontal em oposição ao vertical, aprender com meus pares, ensinar quem precisa, num ato que momentaneamente é um caso de sobrevivência de nossas escolas, mas que no futuro se trataria do crescimento coletivo como possibilidade de inovação em si.

As temidas observações de aulas como demonstração de poder se dissolvem nessa massa crítica de solidariedade pelo bem comum.

Uma instituição que responde aos seus desafios em rede tem um diferencial no mercado.

Marcos Ueda é coordenador pedagógico do Cel.Lep.

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