Na orientação educacional

— Bom dia, Gustavo. Tudo bem? Você ficou para recuperação em sete disciplinas. O que houve?
— As provas estavam muito difíceis neste trimestre.
— Mas estavam difíceis para todos, não? E não há muitos em sete disciplinas, concorda?
— Sim, é que, em algumas provas, fico muito nervoso e acabo errando algumas coisas por bobagem.
— Por exemplo?
— Em física, em matemática e em geografia principalmente.
— Entendo. Vi que não ficou em química e em história. Você não fica nervoso nessas disciplinas?
— Não muito. Eu entendo bem química e gosto de história e do professor.

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— Nesse caso, você não fica nervoso nas outras disciplinas porque não as sabe bem? Outra pergunta, você não gosta dos professores desses cursos em que ficou em recuperação?
— Gosto, sim. Eu fico nervoso porque não entendo bem as explicações do professor de física, ele é muito confuso. E em matemática houve muitas coisas para estudar. Já geografia eu estudei, mas havia muitos textos para relacionar. Se a professora perguntasse mais as coisas que eu estudei, teria ido bem.
— Entendi, a causa do seu nervosismo são as más explicações do professor de física, a quantidade de conteúdo dado em matemática e as questões surpreen­dentes da professora de geografia, certo? Interessante, isso. Os professores de história e de química não apresentaram nenhum desses problemas, né?
— É quase isso, mas eu tenho também de estudar mais essas matérias.
— Em língua portuguesa, em língua inglesa, em biologia e em produção de textos, há alguma condução inadequada dos professores ou conteúdo excessivo? Há alguma culpa deles no seu insucesso neste trimestre?
— Não, para essas matérias, estudei muito. Fiz resumos, mas fui mal. Eram provas difíceis demais.
— Entendo, se fossem fáceis demais ou se pedissem para resumir o que foi trabalhado em classe, talvez as coisas estivessem melhores para você, conforme seu raciocínio. Veja, vou oferecer-lhe algumas estratégias de estudos mais eficazes e vou pedir para que os professores falem com você e esclareçam suas dúvidas com relação ao estudo e às avaliações. Amanhã, traga as provas dessas disciplinas e os cadernos, tudo bem?
— Trago sim. Desculpe-me, é que eu não anoto muito, sabe? E os professores falam muito rápido, eu não gosto de interromper as aulas para perguntar. Meus cadernos são meio incompletos.
— Entendi, os cadernos são meio incompletos. Vamos dar um jeito nisso também com algumas estratégias para que os seus cadernos não o atrapalhem mais. Com isso, eliminamos os culpados todos, certo?

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Foto: Unsplash


João Jonas Veiga Sobral é professor de Língua Portuguesa e orientador educacional

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