Estado de Pernambuco dá salto educacional com uso dos Intel® classmate PCs

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Objetivos
 Usar tecnologia nas escolas como um meio para melhorar o desempenho dos
estudantes e a interação na sala de aula;
 Garantir que todos os alunos dos 2º e 3º anos do ensino médio das escolas
públicas do Estado tenham acesso a um computador;
 Fazer com que o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do Estado
chegue a 4,5 em 2020;
 Alinhar Educação e Tecnologia para transformar os processos de aprendizagem;
 Proporcionar um ambiente colaborativo e interativo para desenvolver as
habilidades do século 21;
 Promover a inclusão digital de estudantes e da comunidade por meio da adoção
de tecnologia móvel conectada à internet nas escolas da rede pública.

Solução

 Intel® classmate PC conversível. Equipamentos que atendem às necessidades dos
estudantes, com características exclusivas dos equipamentos educacionais como
resistência à queda, líquidos e poeira.

Números

 Aquisição de 370 mil Intel® classmate PCs conversíveis nos anos de 2012, 2013
e 2014, entregues a estudantes do 2º e 3º ano do ensino médio das escolas
públicas do estado de Pernambuco.

Educação como base para o desenvolvimento
A Intel acredita que, atrelando uma metodologia de ensino do século 21 ao investimento em tecnologia, é possível formar a próxima geração de jovens inovadores. É por isso que a Intel investe anualmente US$ 100 milhões no desenvolvimento de soluções educacionais, incluindo tecnologias móveis, software, conteúdo, serviços e capacitação profissional para professores, a fim de engajar os estudantes no aprendizado e auxiliar na construção do conhecimento.

E os resultados não tardam a aparecer. A parceria entre a Intel e o estado de Pernambuco é um dos exemplos mais concretos disso. O Estado foi, em 2012, o primeiro no Brasil a adotar os classmate PCs conversíveis para alunos do segundo e terceiro anos do ensino médio da rede pública. Passados apenas dois anos, já é possível mensurar os resultados da iniciativa em diferentes frentes, como o salto no IDEB (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica), a redução da evasão escolar e a integração com outros programas escolares, como o Cine Cabeça e o Programa Ganhe o Mundo.

Foco no Crescimento do Aluno
Em 2012, com a implementação do programa Aluno Conectado, o governo do estado de Pernambuco começou a transformação que concretizou as crenças da Intel em relação à necessidade de se investir mais e mais em educação. O secretário de educação do estado, Ricardo Dantas, lembra que o ponto de partida para o investimento em inovação foi o reconhecimento do novo perfil dos estudantes, agora conectados, digitais, e da necessidade de as escolas se adaptarem a ele.

“Passados três anos, é inegável a importância que os Intel® classmate PCs tiveram como ferramenta pedagógica”, afirma Dantas, ressaltando também a evolução dos equipamentos que, na terceira fase do programa Aluno Conectado, foram distribuídos aos alunos em 2014. Aos equipamentos colocados nas mãos dos alunos, somou-se a adoção de um novo perfil de gestão. “Iniciamos 2013 com um corpo de diretores renovado e disposto a usar estas ferramentas de maneira mais proveitosa aos nossos alunos, garantindo que todo o investimento feito pelo Estado seria utilizado pelos alunos”, lembra.

Não por acaso, entre 2012 e 2014 os Intel® classmate PCs ganharam novas funcionalidades, como correção online de provas, oferta de aulas de reforço para ENEM e vestibulares, inclusão de jogos digitais e novos softwares de aprendizado. Nos primeiros três anos do programa 370 mil equipamentos foram distribuídos (156 mil em 2012; 97 mil em 2013; e 117 mil em 2014). Segundo Dantas, em 2015 estão previstos mais 115 mil.

Além disso, os resultados foram potencializados com o uso dos Intel® classmate PCs em outros programas como o Cine Cabeça, em que o equipamento foi utilizado para gravar curtas metragens criados pelos alunos da rede pública; e o Ganhe o Mundo, onde muitas vezes serviu como único meio de comunicação entre os jovens que estavam no exterior participando de programas de intercâmbio e suas famílias no Brasil.

Os resultados estão aí, e são mensuráveis, comemora Dantas. “Terminamos o ano de 2013 em quarto lugar no IDEB. Estávamos em 18º em 2011. Além disso, temos a menor taxa de abandono escolar no ensino médio do País, hoje em 5,2%. Quando você fala a língua do aluno, você faz com que ele queira ficar na sala de aula”, ressalta.

“Terminamos o ano de 2013 em quarto lugar no IDEB. Estávamos em 18º em 2011. Além disso, temos a menor taxa de abandono escolar no ensino médio do País, hoje em 5,2%. Quando você fala a língua do aluno, você faz com que ele queira ficar na sala de aula.”
– Ricardo Dantas,
Secretário de Educação do Estado de Pernambuco

Infraestrutura Distribuída
Para garantir que estes resultados fossem alcançados – e continuem a evoluir – com o mínimo de falhas, a equipe de Tecnologia da Informação da Secretaria da Educação está montando uma estrutura que garanta o gerenciamento centralizado dos equipamentos, reforçando sua manutenção e segurança e, ao mesmo tempo, a gestão descentralizada do conteúdo, hospedado em servidores que estão em processo de instalação em cada uma das escolas cujos alunos operam hoje com os Intel® classmate PCs.

“Na sede temos um servidor que roda o agente de segurança – um aplicativo Intel – e temos servidores instalados em 384 escolas, devendo chegar em breve às 784, que hoje contam com os Intel® classmate PCs”, explica Bruna van der Linden, gerente geral de TIC da Secretaria de Educação. É este aplicativo que permite que o equipamento seja bloqueado em caso de roubo ou perda.

Sobre a descentralização do conteúdo, ela explica que o objetivo é fortificar o uso da intranet nas escolas e a otimização do consumo de banda. “Conectividade é um problema global e não conseguimos colocar acesso ilimitado para uma escola com cerca de mil alunos. Com o servidor na escola, poderemos estabelecer uma política bem definida para o uso da internet”, diz, lembrando que a estrutura será baseada em dois pilares: oferecer tudo o que professores e alunos precisam na intranet e fechar a
política de uso da internet.

Outro desafio enfrentado pela equipe de TI é a logística de entrega e de segurança dos equipamentos. É a área de TI quem recebe os equipamentos, os homologa e, depois, inicia o processo de distribuição. “Temos que identificar o Intel® classmate PC de cada aluno, registrando-o em nosso sistema Aluno Conectado”, explica Bruna.

Feito o registro, a área de TI deve fazer com que cada escola utilize o sistema que vincula a matrícula do aluno ao número do equipamento, imprimindo então o termo de comodato. Para reforçar isso, estão sendo criadas 17 CTIs (Células de TI) -uma em cada regional de educação – que serão as responsáveis por fazer o controle descentralizado das escolas.

“Na sede temos um servidor que roda o agente de segurança – um aplicativo Intel – e temos servidores instalados em 384 escolas, devendo chegar em breve às 784, que hoje contam com os Intel® classmate PCs”.
– Bruna van der Linden, Gerente Geral de TIC da Secretaria de Educação

O coordenador de projetos em tecnologia educacional da Secretaria da Educação de Pernambuco, João Ricardo Medeiros Pimentel, comenta que a iniciativa permitiu uma aproximação maior da área com as regionais, envolvendo-as ainda mais no projeto. “Realizamos uma série de reuniões com as regionais, onde falamos sobre as expectativas do projeto e seus objetivos, também ouvimos os anseios das escolas, alinhando as expectativas para o ano inteiro”, conta.

Pimentel lembra que, em dois anos, tanto a equipe quanto os profissionais das regionais amadureceram, se encontrando todos em um novo patamar. Hoje, a área de TI só é acionada por problemas mais pontuais e específicos.

“O nível das perguntas que chegam à nossa equipe é mais singular. As perguntas primárias estão ficando para trás”, diz.

E a evolução vai continuar. De acordo com o gerente de suporte e tecnologia educacional da Secretaria de Educação de Pernambuco, Hector Paulo de Lima Oliveira, a partir de 2015 entra em operação o SAU (Sistema de Atendimento ao Usuário), que vai aumentar o atendimento de suporte e permitir uma visão estatística do uso dos Intel® classmate PCs.

A partir dele, conseguiremos um atendimento mais personalizado e vamos aprimorar ainda mais o Aluno Conectado, que vem potencializando uma série de ações criadas a partir da infraestrutura de base, tais como novas formas de aula, uso de novos materiais, liberdade de criação de conhecimento de novas formas. O projeto é hoje a base para gerarmos outras iniciativas educacionais”, completa Oliveira.

Impacto nos resultados
Para os gestores das escolas da rede estadual de Pernambuco, o projeto Aluno Conectado tem sido fundamental para a melhoria da qualidade do ensino no Estado. Para a gestora da Escola Técnica Estadual Cícero Dias, Aldilene Lilian Gomes de Queiroz, por exemplo, o projeto é alvo de sua pesquisa de mestrado.

“Observamos que os jovens ficam mais atentos. Como nossa escola é técnica, o uso dos Intel® classmate PCs é integrado ao uso de outras tecnologias, como multimídia”, explica, citando alguns dos cursos oferecidos como Programação para Jogos Digitais, Administração e Logística. Mais que se integrar à vida dos alunos, Aldilene reforça que os Intel® classmate PCs elevaram sua autoestima, os colocando em pé de igualdade com alunos da rede particular.

Além disso, têm funcionado como poderosas ferramentas de inclusão digital e criado novas formas de interação entre alunos, professores e escolas.
“Muitas de nossas comunicações se dão por meio de ambiente virtuais, e aqui incluímos convocações, recados, atividades passadas pelos professores etc.”, diz.

“E a evolução vai continuar. A partir de 2015 entra em operação o SAU (Sistema de Atendimento ao Usuário), que vai aumentar o atendimento de suporte e permitir uma visão estatística do uso dos Intel® classmate PCs”.
– Hector Paulo de Lima Oliveira, Gerente de Suporte e Tecnologia Educacional da Secretaria de Educação de Pernambuco

Na avaliação do gestor da Escola de Referência do Porto Digital, Gleibson Cavalcante, a melhora no desempenho dos alunos é visível e ocorreu também em função do amadurecimento dos professores gestores em relação à tecnologia. “Hoje usamos os Intel® classmate PCs para fazer simulados e avaliações, isso melhorou o rendimento dos alunos e os aproximou ainda mais dos professores”, afirma.

Além de todas as vantagens pedagógicas, há também benefícios mais práticos. Gleibson cita a economia de papel como um deles. Hoje a Escola Referência do Porto Digital tem 12 turmas de 35 a 40 alunos. Durante um simulado do ENEM, por exemplo, cada matéria – Linguagem, Exatas e Humanas – ocupa de sete a oito páginas de prova. “São cerca de 25 folhas por aluno que deixamos de utilizar quando o fazemos no Intel® classmate PC”, compara o gestor, que torce pela ampliação do programa também para os primeiros anos do ensino médio.

O amadurecimento no uso da tecnologia é visível também na visão do professor de matemática José Jordão de Araújo Gomes, da Escola Técnica Cícero Dias. Para ele, os Intel® classmate PCs permitem hoje aulas mais dinâmicas, com visões práticas do conteúdo.

“Não preciso mais pedir que eles imaginem uma figura geométrica. Eles conseguem vê-la no Intel® classmate PC, conquistando uma visão espacial da matéria”, ressalta, lembrando que hoje os alunos conseguem brincar com conceitos de matemática.

Mais que a visão espacial, cresceu também o interesse em pesquisar e a interação entre todos os agentes envolvidos. “Já desenvolvemos juntos aplicativos que rodam nos equipamentos. Este ano dei como tarefa o desenvolvimento de um aplicativo para a biblioteca da escola e há um grupo grande trabalhando nisso”, revela.

Para Gomes, o uso dos Intel® classmate PCs ampliou, e muito, as possibilidades de aprendizagem com a inclusão de exercícios digitais, troca de informações em redes sociais, desenvolvimento de aplicativos, gravação de videoaulas e outros. “Chegamos a desenvolver vídeos matemáticos. Damos o tema, eles desenvolvem o roteiro e filmam um curta”, conta. Um dos resultados desta experiência foi um vídeo sobre Sherlock Holmes, no qual cada suspeito era uma incógnita, parte de uma equação.

“Hoje usamos os Intel® classmate PCs para fazer simulados e avaliações, isso melhorou o rendimento dos alunos e os aproximou ainda mais dos professores”.
– Gleibson Cavalcante, Gestor da Escola de Referência do Porto Digital

Fabricando sonhos
Se para professores e gestores os Intel® classmate PCs são ferramentas pedagógicas, para os alunos usuários os equipamentos têm funcionado como uma porta para novos mundos. Como na união das iniciativas Aluno Conectado e Ganhe o Mundo. Weslei Ferreira da Silva, aluno do 3º ano do ensino médio da Escola Técnica Cícero Dias, é um exemplo. Por conta de suas notas em português e matemática – acima de 7,0 – e de sua frequência – acima de 80% – ele foi um dos classificados para o programa Ganhe o Mundo, por meio do qual ganhou uma bolsa de quatro meses nos Estados Unidos. Durante a preparação para as provas, e durante a viagem, o Intel® classmate PC foi seu fiel companheiro.

“Eu não tinha condições de comprar um computador, e o Intel® classmate PC me ajudou a fazer slides, documentos do Word, os mais diversos tipos de trabalho, inclusive os de programação”, conta. Durante o período em que esteve nos Estados Unidos, onde frequentou uma escola diariamente, das 8h15 às 15h15, o equipamento foi usado para fazer os deveres de classe e, principalmente, para manter o contato com a família no Brasil, via Skype.

Para isso, todos os dias a mãe de Weslei, que não tem internet em casa, ia até a casa de outro filho em um horário determinado para conversar com o filho que estava longe. Agora capaz de se comunicar em inglês, Weslei acaba de concluir o curso técnico de programação, está prestando o vestibular para Ciência Política e sonha um dia chegar ao Itamaraty.

Quem também se prepara para o vestibular é Renny Valença de Sá, aluno do 3º ano do ensino médio na Escola de Referência do Porto Digital. Ele está em seu segundo ano de uso do Intel® classmate PC e, nesse período, diz ter encontrado ali uma enorme gama de livros didáticos, livros clássicos. “Tudo o que eu precisava para as aulas de português e redação, além de aulas prontas para tirar dúvidas”, diz.

Renny também participou do programa Ganhe o Mundo no final de 2013. “Na escola em que estudei nos Estados Unidos, o equipamento foi fundamental. Não podíamos levar os notebooks da escola para casa, então foi no meu que fiz todas as tarefas e as entregava online. Estas tarefas eram avaliadas na hora. “Nas aulas de física, tínhamos programas de design para criar peças em simuladores”, afirma.

De volta ao Brasil, o Intel® classmate PC de Renny continuou o acompanhando, agora na preparação para o vestibular. “Usei o Intel® classmate PC bastante para baixar apostilas em PDF e participar das simulações do ENEM”, diz, lembrando que prestaria o vestibular para o curso de engenharia. “Para os alunos que gostam e querem estudar, foi um dos melhores recursos que nos ofereceram”, conclui.

Outro impacto da distribuição dos equipamentos: a inclusão digital não apenas do aluno, mas também de sua família. Graças ao equipamento, familiares passaram a conviver com a tecnologia, aprendendo a utilizar ferramentas como e-mail e a compartilhar informações, fotos e mensagens via redes sociais.
Com a distribuição dos Intel® classmate PCs, várias famílias passaram a conviver cotidianamente com a tecnologia.

“Não preciso mais pedir que eles imaginem uma figura geométrica. Eles conseguem vê-la no Intel® classmate PC, conquistando uma visão espacial da matéria”.
– José Jordão de Araújo Gomes, professor de matemática da Escola Técnica Cícero Dias

“Eu não tinha condições de comprar um computador, e o Intel® classmate PC me ajudou a fazer slides, documentos do word, os mais diversos tipos de trabalho, inclusive os de programação”.
– Weslei Ferreira da Silva, aluno do 3º ano do ensino médio da Escola Técnica Cícero Dias