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Conhecimento

Autor

Redação revista Educação

Publicado em 26/03/2026

Coletivos artísticos se apresentam no metrô de São Paulo

Motiva e Fundação Roberto Marinho levam programação artística à estação Vila Sônia

A Motiva, empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, leva à estação Vila Sônia, na linha amarela do Metrô de São Paulo, apresentações gratuitas de coletivos artísticos selecionados pelo edital Cultura em Movimento.

As performances são resultado de um processo formativo que incluiu encontros online, mentorias especializadas e ensaios presenciais, com foco na relação entre corpo, cidade e expressão. Ao todo, foram selecionados 12 projetos, quatro de São Paulo (SP), quatro de Salvador (BA) e quatro do Rio de Janeiro (RJ), que se apresentarão nos próximos dias em diferentes espaços de atuação da Motiva.

Os coletivos Bunker, Cia Mandingueira, Olho da Serpente e Trinca transformarão a estação Vila Sônia em palco após terem participado de masterclasses com artistas convidados e ensaios presenciais realizados por meio da co.liga, escola digital e gratuita de economia criativa, cultura e tecnologia. O processo formativo acompanhou os grupos desde a concepção das propostas até a preparação final das performances, fortalecendo o desenvolvimento artístico e a troca entre coletivos de diferentes regiões do país.

Pesquisa artística

Cultura em Movimento

Cia Mandingueira, à esquerda, e coletivo Bunker (foto: Arquivo pessoal)

Para o Coletivo Trinca, formado por Erick Flores, Dri Duarte e Kaindè Kainã Tupinambá, artistas de origens indígenas, africanas e LGBTQIAPN+, o edital representa a chance de continuar uma pesquisa artística marcada pela experiência de deslocamento após as enchentes no Sul do Brasil. 

Hoje radicado em São Paulo, o grupo transforma a vivência de refugiados climáticos em criação cênica que aborda justiça climática, memória e território.


Leia: https://revistaeducacao.com.br/2026/01/09/escola-espaco-dire


“A participação no Cultura em Movimento contribui para a sustentabilidade do coletivo e para a ampliação da visibilidade de narrativas historicamente apagadas, permitindo que suas ações artísticas se desdobrem em residências, oficinas e outras iniciativas voltadas à difusão de saberes ancestrais e práticas de bem viver”, diz Erick Flores.

Conexão de experiências

O Coletivo Olho da Serpente, criado em 2021 por artistas originários, periféricos, migrantes e trans, vê na iniciativa uma possibilidade de fortalecer uma pesquisa que atravessa fotografia, performance, música e moda para refletir sobre pertencimento, memória e educação ambiental. “A participação no edital amplia o alcance de um trabalho que entende o corpo como arquivo vivo de histórias e saberes, conectando experiências de diferentes territórios da América Latina”, avaliam Pyxuá R. De Castro, Jessica de Campos e Nahuel Vera, participantes do coletivo.

Cultura em Movimento

Coletivo Olho da Serpente, particpação no edital amplia o alcance do trabalho e da pesquisa (foto: Arquivo pessoal)

Após a primeira etapa, cada coletivo recebeu uma bolsa de R$ 8 mil para criar e preparar a apresentação das performances. Com foco em diversidade e inclusão, o edital priorizou candidaturas de pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Para a Cia Mandingueira, formada majoritariamente pelos artistas negros Analu Flor, Carolina Mota, Agatha Marinho e Rafael Pereira Silva, e com forte atuação nas periferias, o edital tem impacto direto na consolidação do espetáculo Acalanto para Mãos Ásperasprojeto que vem sendo desenvolvido pela companhia desde sua reformulação em 2024.

“As formações e os recursos oferecidos fortalecem a base da montagem e ampliam a capacidade de circulação e impacto do grupo, contribuindo para sua continuidade e para a democratização do acesso ao teatro em territórios historicamente afastados dos grandes circuitos culturais”, avalia o grupo.

 

Leia: Troca de saberes

 

Criado em 2008 por Hugo Aparecido da Silva Carvalho, Matheus de França Silva e Anrimarley Silva de Souza, artistas periféricos de São Paulo e do Vale do Paraíba, o BUNKER Coletivo destaca o edital como um divisor de águas em sua trajetória. “A iniciativa projeta nacionalmente uma atuação construída em praças, quadras e espaços comunitários, além de validar as tecnologias sociais e artísticas desenvolvidas pelo grupo. Para o coletivo, a participação no Cultura em Movimento também é uma oportunidade de apresentar a comunidade de Pinheirinho dos Palmares a partir de sua potência criativa e cultural, reforçando o protagonismo da juventude periférica”, finalizam os integrantes do coletivo.

A programação acontece na sexta-feira, 27 de março, das 16h às 18h.

 


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