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GEduc

Autor

Redação revista Educação

Publicado em 18/03/2026

Com IA, personalização do ensino avança

Especialista abordará a personalização do ensino com a ajuda da IA no GEduc, em 27 de março, em SP

Corrigir provas não é somar pontos. É interpretar dados de aprendizagem, diz André Godoi, com 20 anos de experiência e doutorado em engenharia elétrica e computação. Atua em gestão acadêmica, formação docente e projetos tecnológicos. “Exploro IA, IoT e Cloud para tornar a aprendizagem mais significativa, prática e conectada ao futuro.” Durante o GEduc, evento que acontece de 25 a 27 de março, em São Paulo, André Godoi vai falar sobre como a IA está ressignificando a relação professor-aluno.

Personalização do ensino

A personalização do ensino com a IA requer formação docente (foto: Pexels)

Godoi vai mostrar que a escola ainda ensina no ritmo da turma, mas o aluno aprende no ritmo dele.  A personalização é uma demanda histórica da educação, mas encontra professores sobrecarregados e alunos desengajados porque o conteúdo não conversa com seu contexto. A pergunta central: A IA substitui o professor ou potencializa seu trabalho?  Godoi pretende aprofundar essas questões durante debate no GEduc. Ele lembra que o professor continua sendo o designer da experiência, mas a IA amplia a sua capacidade pedagógica. 

Letramento em IA

O último levantamento da pesquisa da Ipsos, apontou que, no Brasil, 79% dos entrevistados conectados na internet  afirmaram usar a IA para estudar, percentual acima dos 74% que declararam usar para entretenimento. O percentual de uso na educação deve subir, de acordo com a percepção de 82% dos brasileiros que disseram que os estudantes devem ser os maiores beneficiados pela tecnologia nos próximos anos, no apoio ao aprendizado, personalização do ensino e acesso facilitado à informação. 

Godoi vai abordar a questão do letramento em IA: docentes precisam desenvolver novas competências para interagir com sistemas de IA e interpretar seus resultados. E lembra que a IA não substitui o professor, mas exige uma redefinição do seu papel para um mediador de aprendizagem assistido por tecnologia.

No entanto, o que mais preocupa o pesquisador André Godoi é a questão da formação docente. “Há um problema de saída. A tecnologia, para um curso a distância, é cara. E tem futuros professores pagando cursos de R$ 100, com a entrega por parte da faculdade com baixa qualidade. Então, o que é ruim, pode piorar.”

 

 Leia: Sem tabus: como avaliar a educação midiática?

 

Godoi lembra que licenciatura é curso de mensalidade barata, o que acaba se tornando opção para quem quer uma formação superior. “Na maioria das vezes, é um curso de informação, onde se estuda alguns pensadores, poucas práticas e isso resulta numa imagem ruim para quem faz o curso para ir para a sala de aula.”

“O mercado é cruel. Quando a escola quer um professor, não vai considerar quem se formou em faculdades do tipo que faz uma formação rasa. E com isso se cria um abismo digital.” No dia 27 de março, no GEduc, sua participação será num modelo de roda de conversa. 

 

Escute nosso podcast Inteligência artificial como ferramenta pedagógica

 


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