Escola discute racismo estrutural com alunos, professores e colaboradores

A Escola Vereda, em SP, atendeu ao pedido dos estudantes e, juntos, criaram o projeto “Racismo estrutural: por uma formação acadêmica”

Estudantes do 9º ano do ensino fundamental II da Escola Vereda, localizada em SP, elaboraram um projeto com o auxílio dos docentes para discutir as raízes do racismo estrutural, no caso, o evento online Racismo estrutural: por uma formação acadêmica, que  acontece de 1 a 3 de dezembro e é voltado a estudantes, professores e colaboradores.

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O debate abordará a importância das cotas raciais, filosofia e literatura africanas, o movimento negro no Brasil e a prova do apagamento negro na paisagem de São Paulo com a participação do coletivo Cartografia Negra.

escola racismo estrutural

Escola precisa discutir racismo estrutural (foto de Andrea Piacquadio no Pexels)

Consciência de que é precisar mudar

A mediação será por conta de algumas das pessoas responsáveis por idealizar e tornar esse projeto real: o estudante Kevin Fontes, e os docentes Bibiana Micarelli, Leonardo Martins e Mateus Lopes. O objetivo do projeto é formar toda a comunidade escolar para o debate sobre o preconceito racial.

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“Os debates sobre racismo e representatividade já eram uma realidade na Vereda, mas, em novembro, nós ficamos muito felizes de receber o pedido dos estudantes do 9º ano através do aluno Kevin Fontes para uma nova discussão, um projeto específico e mais atual. O planejamento do evento aconteceu no mês da Consciência Negra e foi muito significativo para nós perceber o envolvimento dos jovens e a parceria com os professores durante todo o processo. Estamos orgulhosos e certos de que essas formações e capacitações nos colocam no caminho mais próximo de tornar a nossa sociedade melhor para todos”, diz Thais Milson, coordenadora educacional da Escola Vereda e responsável pela organização do evento.

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