Sementes lançadas: UNESCO proclama 2020 o Ano Internacional da Fitossanidade

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A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 2020 como o Ano Internacional da Fitossanidade. A decisão conjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e do Secretariado do International Plant Protection Convention (IPPC) revela mais do que uma data a ser celebrada. No encerramento da década da Biodiversidade (2011 a 2020), as Nações Unidas reforçam e encorajam os governos e a sociedade civil a trabalharem de forma conjunta, para implementarem planos estratégicos de preservação da natureza e, mais que isso, garantir às atuais e futuras gerações plantas saudáveis, livres de pragas e organismos causadores de doenças.

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Quando as atenções se voltam para os efeitos das mudanças climáticas, atentamos também para um grande impacto na saúde das plantas. É que o fenômeno estimula o surgimento de pragas em culturas alimentares, cada vez mais cedo e em lugares onde nunca foram vistas. A FAO estima que, a cada ano, até 40% de plantios ao redor do planeta são perdidos para pragas e doenças de plantas, deixando milhões de pessoas sem comida e prejudicando a economia, em especial, a agricultura, principal fonte de renda para as comunidades rurais.

Fitossanidade pede mãos na massa

Unesco Fitossanidade

Fitossanidade é um conceito relativo à proteção das plantas (foto: Shutterstock)

Como integrantes da Rede PEA UNESCO, que une diretores, professores, estudantes e comunidades escolares inteiras em mais de 11 mil escolas, em 180 países, sabemos do compromisso de cada escola associada em tomar medidas concretas para proteger e gerenciar os recursos naturais. O engajamento de cada uma, como embaixadora dos ideais da UNESCO e de seus valores universais, cria um movimento contínuo e significativo, de contribuição global, que busca proteger a biodiversidade e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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O esforço mútuo de escolas públicas, particulares, rurais, de educação indígena e quilombola faz germinar resultados práticos, na medida em que cada um de nós reconhece o valor de nossas atitudes e seus reflexos. Plantas saudáveis ​​são a base da vida no planeta e protegê-las demanda compromisso, mobilização social e ações globais. Características que a Rede PEA UNESCO brasileira carrega em sua essência e identidade. Devo dizer que as sementes já foram lançadas e o solo é fértil. Caberá, agora, concentrar esforços para colher os bons resultados.

Por Myriam Tricate, educadora e coordenadora nacional da Rede de Escolas Associadas da UNESCO no Brasil.

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