Além das aulas tradicionais, método pode ser incorporado em aulas de dança, de educação física e no ensino fundamental
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A flipped classroom, ou sala de aula invertida, se popularizou em disciplinas como matemática e ciências. De acordo com uma pesquisa da Flipped Learning Network e da Sophia Learning feita com 2358 professores que utilizam o método, 33% são professores de matemática, 38% de ciência e 23% lecionam língua inglesa e estudos sociais. E quanto às demais disciplinas? É possível aplicar o mesmo método?
Para o professor Jon Bergmann, a resposta é sim. Ele aconselha os professores a se perguntarem qual a melhor forma de usar o tempo presencial de suas aulas com os alunos. E a única resposta errada é: disseminar informação. Segundo ele, o consumo da informação deve ser feito individualmente, e não em grupo. Assim, a sala de aula se transformaria em um espaço de análise e criação ao invés da simples aquisição de informação.
É o que acontece nas aulas de educação física do professor Jason Hahnstadt, nas aulas de marcenaria de Leif Blomqvist, nas aulas de dança de Maura Herrera e nas aulas do ensino fundamental de Randy Brown. Se antes os alunos passavam as aulas assistindo as explicações dos professores, agora eles se movimentam nas aulas de educação física, criam objetos de madeira nas aulas de marcenaria e dançam nas aulas de balé após assistirem em casa as instruções em uma série de vídeos feitos pela professora.