Diferenciar: o ser, o ensinar, o aprender

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Pelas professoras Flávia Andrade e Luciana Casilli*

“Nem todas as aves são águias

Mas quase todas dominam os ares”,

Aurélio da Costa Ferreira

Como somos reconhecidos frente a um grupo de pessoas que exercem um papel social comum ao nosso?
Afinal, não são as ações idênticas que nos destacam, mas as características singulares que imprimem nessas ações a subjetividade que nos diferencia, tornando nossas produções únicas. Essas diferenças são produto da cultura, das experiências vividas, dos saberes anteriormente construídos, que nos capacitam a deixar marcas particulares por onde passamos.
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Nas salas de aula isso não é diferente. A heterogeneidade é um fato. Não existem sequer dois alunos iguais. Cada um traz consigo motivações e expectativas múltiplas, diversidade de pensamento, ritmo distinto para desenvolver habilidades, bem como capacidades diversas. E se os alunos são diferentes, por que devem aprender de maneira uniforme?

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Professoras Flávia Andrade e Luciana Casilli durante as aulas (foto: divulgação)


Considerando essa premissa, a equipe do 4º ano do Colégio Santa Maria tem oportunizado aos estudantes diferentes propostas de diferenciação pedagógica, isto é, atividades pensadas a partir das necessidades particularmente identificadas por meio do conhecimento profundo sobre cada um, apoiadas em estratégias, materiais adequados e recursos distintos, mas que possibilitam a construção de aprendizagens dentro das habilidades previstas para a série no currículo nacional.
Aliás, nesta abordagem a mudança é vista nas práticas pedagógicas, que possuem enfoque nas necessidades dos estudantes e em suas potencialidades, investindo em grupos menores e cooperativos, em protocolos e em dinâmicas que retiram o educando do papel de apenas aprendente e torna-o ensinante ativo em trocas significativas, com os pares da mesma faixa etária e com os adultos.
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Foto: divulgação


Em uma dessas práticas, por exemplo, os alunos foram convidados a analisarem o próprio desempenho e inscreverem-se em grupos de estudo que atendessem suas necessidades específicas, em um movimento de autoavaliação e metacognição. Nesse momento, as atividades foram diversificadas, ou seja, não foi uma turma realizando uma atividade comum, mas sim cada grupo menor investindo tempo e dedicação naquilo que lhe pareceu deficitário. Como foi prazerosa e significativa a cada um essa oportunidade.
 
*Artigo escrito pelas professoras do Colégio Santa Maria, Flávia Andrade e Luciana Casilli

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