Na sala da orientação educacional

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João Sobral escreve sobre aluno que usa celular em sala de aula. (Crédito: Shutterstock)

João Sobral escreve sobre aluno que usa celular em sala de aula. (Crédito: Shutterstock)


Um aluno vem buscar o celular que fora recolhido porque houve uso não autorizado pelo professor. Observe as nuances do diálogo.
— Vim buscar meu celular. Ficou na sua mesa?
— Você esqueceu o celular na minha mesa?
— Não, o professor pegou meu celular e deixou aí.
— Nossa, o professor retirou o celular de sua mão e arbitrariamente o deixou em minha mesa?
— Não, eu estava usando na aula e ele pegou o celular.
— Nossa, estranho. Por que ele permitiu o uso do celular para todos os colegas e não permitiu para você?
— Ele não permitiu o uso do celular para ninguém. Mas eu não fiz nada, apenas estava vendo as horas e uma mensagem.
— Sim, ver as horas e as mensagens não é exatamente fazer uso do celular, certo?
— É sim, mas foi muito rápido.
— Ele determinou alguma margem de tempo para que vocês usassem o celular ou proibiu o uso absolutamente?
— Ele proibiu o uso.
— Essa proibição de uso do celular sem finalidade pedagógica é exclusiva do professor ou uma regra do colégio difundida a todos?
— É do colégio.
— O professor pegou seu celular ou você infringiu uma regra já sabida?
— Eu infringi uma regra.
— Uma última pergunta, mas você não precisa responder agora. Você, com a frase que formulou, estava assumindo a responsabilidade pelo uso indevido do celular ou estava culpando o professor por tê-lo retirado?

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